- A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos entregou 21 certidões de óbito retificadas a familiares de vítimas da ditadura militar (1964-1985) em cerimônia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
- Entre as certidões, está a de Zuzu Angel, cuja morte em 1976 foi reconhecida como não natural e atribuída ao Estado.
- A retificação atende à Resolução nº 601, de 2024, do Conselho Nacional de Justiça, que classifica essas mortes como violentas e causadas pela repressão do regime militar.
- Além de Zuzu Angel, foram entregues certidões de outras 20 vítimas, como Adriano Fonseca Filho e Raimundo Gonçalves de Figueiredo.
- O Ministério dos Direitos Humanos planeja entregar um total de 400 documentos até o final do ano, buscando reparar injustiças do passado.
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, entregou nesta quinta-feira (28) 21 certidões de óbito retificadas a familiares de vítimas da ditadura militar (1964-1985). A cerimônia ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e incluiu a estilista Zuzu Angel, cuja morte em 1976 foi reconhecida como não natural e atribuída ao Estado.
A retificação das certidões é uma exigência da Resolução nº 601, de 2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina que as mortes sejam classificadas como violentas e causadas pela repressão do regime militar. As novas certidões trazem informações detalhadas sobre a idade, estado civil, data e local das mortes. Zuzu Angel, famosa por suas criações de moda, morreu em um suposto acidente de carro, que, segundo investigações, foi provocado por agentes da ditadura.
Além de Zuzu, foram entregues certidões de outras 20 vítimas, incluindo Adriano Fonseca Filho e Raimundo Gonçalves de Figueiredo. A secretária-executiva do ministério, Janine Mello, destacou que o ato representa o reconhecimento da verdade histórica sobre as causas das mortes. A ministra Macaé Evaristo, que participou remotamente, enfatizou a importância de nomear as violências do passado para evitar sua repetição.
O Ministério dos Direitos Humanos planeja entregar um total de 400 documentos até o final deste ano, buscando reparar as injustiças cometidas durante um dos períodos mais sombrios da história brasileira.
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