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EUA podem impor novas sanções após julgamento de Bolsonaro, alerta Paulo Figueiredo

Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro se reúnem com autoridades dos EUA para discutir sanções e o processo contra Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução
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  • Paulo Figueiredo e o deputado Eduardo Bolsonaro estarão em Washington na próxima semana para reuniões com autoridades dos Estados Unidos.
  • A visita coincide com o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
  • Figueiredo pretende apresentar informações documentadas sobre o processo contra Bolsonaro e espera novas sanções.
  • Ele é alvo de um inquérito no STF por suposta incitação a militares e envolvimento em uma trama golpista.
  • A defesa de Figueiredo questiona a validade da notificação do processo e pede a suspensão da ação penal.

O jornalista e empresário Paulo Figueiredo anunciou que ele e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estarão em Washington na próxima semana para reuniões com autoridades dos Estados Unidos. A visita coincide com o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Figueiredo afirmou que apresentarão informações documentadas sobre o processo contra Bolsonaro.

Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, Figueiredo destacou que a intenção é fornecer dados concretos, desconsiderando qualquer possibilidade de enganar a administração americana. Ele também expressou a expectativa de que novas sanções sejam impostas após o julgamento, mas pediu que o setor produtivo brasileiro não seja afetado. “Deve vir nova e ampla leva de sanções às pessoas que colaboraram com Alexandre Moraes”, afirmou.

Defesa e Implicações Legais

Figueiredo é alvo de um inquérito no STF que investiga uma suposta trama golpista, com a Procuradoria-Geral da República apresentando denúncias contra ele e outros 33 investigados. As acusações incluem incitação a militares e pedidos de restrições comerciais nos EUA. Sua defesa questiona a validade da notificação do processo, alegando que ele não foi formalmente notificado e, portanto, não teve a oportunidade de se defender adequadamente.

A Defensoria Pública da União (DPU) foi acionada para representá-lo, argumentando que a falta de citação formal caracteriza nulidade absoluta do processo. A DPU pede a suspensão da ação penal e sugere que o STF envie uma carta rogatória para citá-lo nos Estados Unidos.

Figueiredo também mencionou que, desde dezembro de 2022, enfrenta bloqueios de ativos e restrições, e teme ser o primeiro condenado à revelia. Ele acredita que a solução para seu retorno ao Brasil depende da anistia e da retirada de Moraes do caso.

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