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Homem é sentenciado a 25 anos por matar mulher trans em São Gonçalo

Marlon Nascimento da Silva foi condenado por homicídio, destacando a gravidade da violência de gênero contra a comunidade LGBTQIA+

Tribunal de Justiça do Rio (Foto: Domingos Peixoto)
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  • Marlon Nascimento da Silva foi condenado a 25 anos de reclusão por homicídio quadruplamente qualificado.
  • O crime ocorreu na madrugada de 1º de fevereiro de 2024, quando ele atraiu Amanda de Souza Soares Souza para um local e a matou com golpes de faca.
  • Durante o julgamento, a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine destacou a frieza do réu e a traição da confiança que existia entre eles.
  • A condenação incluiu qualificações como motivos torpes, uso de meio cruel, traição e feminicídio.
  • Após o crime, Marlon tentou criar um falso álibi e consolou amigos da vítima, o que agravou sua pena.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de São Gonçalo condenou Marlon Nascimento da Silva a 25 anos de reclusão por homicídio quadruplamente qualificado. O crime ocorreu na madrugada de 1º de fevereiro de 2024, quando Marlon atraiu Amanda de Souza Soares Souza, uma mulher trans, para um local onde a matou com diversos golpes de faca.

Durante o julgamento, realizado em 28 de agosto, a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine destacou a frieza do réu. Marlon convenceu Amanda a encontrá-lo por meio de mensagens no Facebook, demonstrando uma relação de confiança que foi traída. A juíza enfatizou que o crime foi cometido de forma cruel e traiçoeira, evidenciando o desprezo pela vida da vítima.

A sentença incluiu a qualificação do homicídio por motivos torpes, uso de meio cruel, traição e feminicídio. Após o ato, Marlon tentou criar um falso álibi e consolou amigos de Amanda, mesmo sabendo que era o autor do crime. Essa conduta foi considerada um agravante em sua pena, que será cumprida inicialmente em regime fechado.

O caso ressalta a importância de se discutir a violência de gênero e os crimes motivados por ódio, especialmente contra a comunidade LGBTQIA+. A condenação de Marlon é um passo significativo na busca por justiça e proteção das vítimas de feminicídio.

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