- O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) arquivou o inquérito contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em 28 de setembro de 2023.
- A decisão foi tomada devido à falta de elementos suficientes para continuar as investigações sobre supostas irregularidades em creches conveniadas.
- As apurações começaram em 2019, com a Operação Day Care, que investigou desvios de recursos públicos em creches.
- O inquérito indicou que Nunes recebeu R$ 31.590,16 de uma gestora de creche, valor que teria sido direcionado à empresa de dedetização de sua família.
- O Ministério Público Federal pode recorrer da decisão, mas o tribunal já havia desmembrado o inquérito, separando as apurações relacionadas a Nunes das que envolviam outros investigados.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu arquivar o inquérito que investigava o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por supostas irregularidades em creches conveniadas. A decisão foi proferida em 28 de setembro de 2023, com a justificativa de falta de elementos suficientes para a continuidade das investigações.
As apurações começaram em 2019, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Day Care, que investigou desvios de recursos públicos em creches. O inquérito apontou que Nunes, à época vereador, teria recebido R$ 31.590,16 de uma gestora de creche conveniada, valor que teria sido direcionado à empresa de dedetização de sua família. A defesa do prefeito sempre negou as acusações, alegando que não havia justificativa para a quebra de sigilo fiscal e bancário.
A decisão do TRF-3 foi celebrada pela defesa de Nunes, que afirmou que o tribunal reconheceu a ausência de justa causa para as investigações. Em nota, a Prefeitura de São Paulo destacou que o arquivamento confirma a lisura da conduta do prefeito, que nunca esteve envolvido em desvios de recursos públicos.
O Ministério Público Federal (MPF) ainda pode recorrer da decisão, mas a Justiça já havia desmembrado o inquérito, separando as apurações relacionadas a Nunes das que envolviam outros investigados. O caso, que indiciou 116 pessoas, representa um desdobramento significativo na investigação sobre a máfia das creches em São Paulo.
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