- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou consultas e investigações para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.
- A decisão ocorre em meio a tensões comerciais e à falta de diálogo com o governo norte-americano sobre tarifas impostas.
- Lula afirmou que não tem pressa para implementar medidas, mas destacou a necessidade de avançar no processo.
- O presidente criticou a falta de comunicação entre os ministros de Comércio e Fazenda dos dois países e mencionou a possibilidade de conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU.
- Além de questões comerciais, Lula pretende abordar democracia, multilateralismo e governança mundial em seu discurso na ONU.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira, 29, a autorização para iniciar consultas e investigações visando a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A decisão surge em meio a tensões comerciais e à falta de diálogo com o governo norte-americano, especialmente em relação às tarifas impostas.
Lula destacou que não tem pressa em implementar medidas de reciprocidade, mas enfatizou a necessidade de avançar no processo. “Nós temos que dizer aos Estados Unidos que temos coisas para fazer contra eles”, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia. O presidente também expressou frustração por não ter conseguido estabelecer uma interlocução com os ministros de Comércio e Fazenda dos EUA, mesmo após escalar seus próprios ministros para o diálogo.
Relações Bilaterais
O presidente mencionou que a falta de comunicação é um obstáculo significativo. “Se o secretário de Tesouro não falou com o Haddad, por que um telefonema meu resolveria?”, questionou. Lula também comentou sobre a possibilidade de uma conversa com o presidente Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU, no próximo mês. Ele reiterou que o Brasil não se recusa a dialogar, mas não aceitará uma postura subalterna nas negociações.
Além das questões comerciais, Lula planeja abordar temas como democracia, multilateralismo e governança mundial em seu discurso na ONU. O presidente também se manifestou sobre o conflito entre Israel e Hamas, descrevendo a situação como um genocídio e criticando as ações de Israel contra civis.
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