- A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, ampliou a lista de candidatos para a Ouvidoria-Geral, incluindo dois novos nomes, totalizando cinco.
- A decisão será apresentada ao Conselho de Administração nesta sexta-feira, 29.
- O movimento visa barrar a indicação de Cristina Camatta, aliada do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
- Camatta enfrenta críticas sobre sua experiência e já havia gerado resistência em nomeações anteriores.
- O cargo está vago desde o fim do mandato de Cristiano Andrade, em 2022, e é crucial para a gestão de denúncias e compliance na estatal.
Em meio a uma intensa disputa interna, a CEO da Petrobras, Magda Chambriard, ampliou a lista de candidatos para a nova Ouvidoria-Geral da empresa, incluindo dois novos nomes e totalizando cinco. A decisão será apresentada ao Conselho de Administração nesta sexta-feira, 29. O movimento é uma resposta à pressão do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que defende a indicação de Cristina Camatta, sua aliada.
Magda, que inicialmente apoiava a atual gerente executiva de conformidade, Renata Citriniti, firmou um acordo com o presidente do Conselho, Bruno Moretti, para incluir Sue Wolter, gerente de Riscos Sociais e Direitos Humanos. O objetivo é dificultar a nomeação de Camatta, que já enfrenta críticas sobre sua experiência para o cargo, considerado crucial para a gestão de denúncias e compliance na estatal.
Pressão Política
A disputa pela Ouvidoria-Geral se intensificou, com Silveira contatando conselheiros e ministros, como Fernando Haddad e Rui Costa, para pressionar pela nomeação de Camatta. Embora o ministro negue ter feito movimentos em favor de sua assessora, a situação revela um embate de poder entre ele e Magda, que busca fortalecer sua influência na Petrobras.
O cargo de ouvidor-geral está vago desde o fim do mandato de Cristiano Andrade, em 2022. A função é vital, pois gerencia o canal de compliance e as denúncias anônimas, além de assegurar o cumprimento de legislações como a Lei Anticorrupção e a Lei Geral de Proteção de Dados. O salário anual para o cargo é de R$ 1,6 milhão, incluindo bônus.
Críticas e Controvérsias
Camatta, delegada da Polícia Federal e com formação em Direito, é uma das chamadas “silveirinhas”, aliados de Silveira na Petrobras. Sua nomeação já havia gerado resistência no passado, e atualmente ela enfrenta um processo que pede seu afastamento do Conselho Fiscal. A Petrobras já se manifestou sobre a ação, afirmando que a situação é semelhante a outra já julgada improcedente.
A escolha para a Ouvidoria-Geral, portanto, não é apenas uma questão administrativa, mas um reflexo das tensões políticas que permeiam a gestão da estatal, com implicações diretas para a governança e a integridade da empresa.
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