- O gastroenterologista Zhi Alan Cheng foi condenado a 24 anos de prisão por abuso sexual e uso de drogas em pacientes e conhecidas.
- A sentença foi proferida em 28 de setembro de 2023, após investigações que revelaram gravações de seus crimes.
- Cheng se declarou culpado de quatro acusações de estupro em primeiro grau e três de abuso sexual em primeiro grau.
- A polícia encontrou dispositivos com vídeos de Cheng abusando de mulheres inconscientes e apreendeu drogas como LSD, cetamina e fentanil em sua residência.
- Ele cumprirá 10 anos de supervisão após a prisão e deverá se registrar como agressor sexual.
Um gastroenterologista do Queens, Zhi Alan Cheng, foi condenado a 24 anos de prisão por crimes de abuso sexual e uso de drogas em pacientes e conhecidas. A sentença foi proferida na quinta-feira, 28 de setembro de 2023, após investigações que revelaram gravações de seus ataques. A promotora distrital do Queens, Melinda Katz, afirmou que Cheng cometeu “atos hediondos contra mulheres”, tanto como médico quanto como cidadão comum.
Cheng, de 34 anos, se declarou culpado em junho de 2023 de quatro acusações de estupro em primeiro grau e três de abuso sexual em primeiro grau. Ele também firmou um acordo judicial para se declarar culpado de uma acusação adicional de abuso sexual, mantendo, no entanto, a inocência em parte das acusações. A investigação começou quando uma conhecida do médico encontrou gravações dele agredindo-a e notificou a polícia.
Detalhes da Condenação
Durante as buscas em sua residência, a polícia encontrou dispositivos de armazenamento digital com dezenas de vídeos de Cheng abusando de mulheres inconscientes. Entre as vítimas, uma mulher que conheceu em um aplicativo de namoro relatou ter sido estuprada e filmada durante a agressão. A polícia apreendeu substâncias como LSD, cetamina e fentanil, além de um anestésico potente encontrado em seu apartamento.
Cheng também foi acusado de abusar de pacientes sob seus cuidados no NewYork-Presbyterian Queens, onde trabalhava. Em um caso, ele foi filmado apalpando uma paciente inconsciente. Outra mulher, de 19 anos, alegou ter sido submetida a um exame retal desnecessário e recebeu uma injeção de uma substância desconhecida antes de ser violentada. Em resposta, ela processou o hospital, alegando que a instituição não tomou medidas para impedir os abusos.
Consequências Legais
Cheng foi demitido do hospital em dezembro de 2022 e teve sua licença médica cassada. Ele enfrentou mais de 50 acusações, incluindo estupro, abuso sexual e posse ilegal de drogas. O juiz Ushir Pandit-Durant determinou que, além da pena de prisão, Cheng cumprirá 10 anos de supervisão após a liberação e deverá se registrar como agressor sexual.
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