- O presidente da Argentina, Javier Milei, processou Diego Spagnuolo, ex-titular da Agência Nacional de Deficiência, por calúnia e difamação.
- A ação foi motivada pela divulgação de áudios que Milei considera comprometedores e falsos.
- A Casa Rosada enfrenta dificuldades legais para avançar com a denúncia, pois os áudios abordam temas de interesse público e não contêm acusações diretas de corrupção.
- A origem dos áudios está sendo investigada, e a gravação foi feita aparentemente sem o consentimento de Spagnuolo.
- Spagnuolo permanece recluso e relutante em colaborar com as investigações, complicando a situação para Milei e sua administração.
Javier Milei, presidente da Argentina, decidiu processar Diego Spagnuolo, ex-titular da Agência Nacional de Deficiência, por calúnia e difamação. A decisão surge após a divulgação de áudios comprometedores que, segundo Milei, contêm informações falsas. A relação entre os dois, que já foi próxima, deteriorou-se rapidamente.
A Casa Rosada enfrenta dificuldades legais para avançar com a denúncia, uma vez que as falas atribuídas a Spagnuolo abordam temas de interesse público e não incluem acusações diretas de corrupção. A gravação, que é de origem incerta, foi aparentemente feita sem o consentimento de Spagnuolo. Para que a ação judicial prossiga, ele precisaria confirmar o conteúdo dos áudios, o que, até o momento, não ocorreu.
Durante um ato de campanha em Lomas de Zamora, Milei afirmou que tudo o que Spagnuolo disse é mentira e que levará o caso à Justiça. O presidente classificou a situação como uma “armação da casta” e lamentou que o Judiciário precise lidar com questões políticas em vez de focar no combate ao crime. A investigação está sob a supervisão do procurador federal Franco Picardi e do juiz Sebastián Casanello, que buscam acessar a gravação original, já que a versão divulgada foi editada.
Nos bastidores, a Casa Rosada investiga a origem dos áudios e possíveis implicações para aliados de Milei, incluindo Eduardo “Lule” Menem e Karina Milei, mencionados nas gravações. A falta de coordenação entre os membros do governo tem gerado trocas de acusações sobre como a crise poderia ter sido administrada. Enquanto isso, Spagnuolo permanece recluso e relutante em colaborar com as investigações, complicando ainda mais a situação para Milei e sua administração.
Entre na conversa da comunidade