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Operação investiga escritórios por supostos casos de suborno envolvendo Milei

Operações da Justiça investigam corrupção na Agência Nacional de Deficiência, envolvendo a irmã do presidente e subornos em medicamentos

Autoridades palestinas solicitam aos EUA que reconsiderem a decisão de revogar vistos (Foto: Reprodução)
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  • A Justiça argentina realizou uma operação em escritórios da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e da distribuidora Suiza Argentina, investigando corrupção envolvendo Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei.
  • A investigação foi iniciada após a divulgação de áudios em agosto, onde o ex-chefe da Andis, Diego Spagnuolo, afirma que Karina recebia 3% do valor pago pela agência para a compra de medicamentos.
  • As operações de busca se somam a quase vinte realizadas na semana anterior, com foco em quatro sedes da Andis e na distribuidora em Buenos Aires.
  • Durante uma das operações, a polícia encontrou Emmanuel Kovalivker, irmão de um dos proprietários da distribuidora, tentando fugir com US$ 266 mil em envelopes.
  • Javier Milei nega as acusações e anunciou que tomará medidas legais contra Diego Spagnuolo, enquanto a Secretaria Presidencial denuncia um “uso político da oposição em ano eleitoral”.

A Justiça argentina realizou, nesta sexta-feira, 29, uma operação em escritórios da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e da distribuidora Suiza Argentina, no âmbito de uma investigação por corrupção que envolve Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei. O caso ganhou destaque após a divulgação de áudios em agosto, onde o ex-chefe da Andis, Diego Spagnuolo, afirma que Karina recebia 3% do valor pago pela agência para a compra de medicamentos.

As operações de busca se somam a quase vinte realizadas na semana anterior, focando em quatro sedes da Andis e na distribuidora em Buenos Aires. A polícia local informou que busca material relacionado ao caso. Karina Milei não se manifestou publicamente, enquanto Javier Milei refutou as acusações, afirmando que tudo que Spagnuolo diz é mentira e que tomará medidas legais contra ele.

A Secretaria Presidencial denunciou um “uso político da oposição em ano eleitoral”, em meio às eleições legislativas nacionais marcadas para 26 de outubro e às eleições na província de Buenos Aires em setembro. A distribuidora Suiza Argentina declarou estar em conformidade com as normas e à disposição das autoridades.

Durante uma das operações, a polícia encontrou Emmanuel Kovalivker, irmão de um dos proprietários da distribuidora, tentando fugir com US$ 266 mil em envelopes. O esquema de subornos também envolve Eduardo “Lule” Menem, braço direito de Karina e sobrinho do ex-presidente Carlos Menem. Até o momento, não há detenções relacionadas ao caso.

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