- A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Foro Privilegiado, aprovada pelo Senado em 2017, está parada na Câmara dos Deputados.
- Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão se mobilizando para barrar a proposta, alertando sobre riscos de abusos judiciais.
- A PEC não foi votada na última quarta-feira, dia 27, devido à falta de consenso entre os parlamentares.
- Alternativas estão sendo discutidas, como a transferência do foro para tribunais regionais federais ou para o Superior Tribunal de Justiça, mas ainda não há acordo.
- O STF ampliou o entendimento sobre o foro privilegiado desde 2018, permitindo investigações mesmo após a saída de autoridades de seus cargos.
Diante da estagnação da PEC do Foro Privilegiado na Câmara dos Deputados, ministros do STF intensificam esforços para barrar a proposta. A medida, aprovada pelo Senado em 2017, enfrenta resistência tanto de parlamentares quanto do próprio STF, que teme a possibilidade de abusos judiciais.
A PEC não foi votada na última quarta-feira (27) devido à falta de consenso. Interlocutores do presidente da Câmara, Hugo Motta, relataram que ministros do STF têm buscado diálogo com lideranças políticas para expressar suas preocupações. Eles argumentam que a mudança no foro, que transferiria processos contra parlamentares para juízes de primeira instância, poderia resultar em abusos, evocando o que é chamado de “risco Sergio Moro”.
Articulações alternativas estão em andamento, com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e membros do Centrão discutindo a possibilidade de transferir o foro para tribunais regionais federais (TRFs) ou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, ainda não há um consenso sobre essa abordagem. O decano do STF, Gilmar Mendes, criticou a proposta, destacando os riscos de decisões judiciais de juízes de localidades distantes.
A tramitação da PEC exige uma ampla maioria, necessitando de 308 votos na Câmara e 49 no Senado. Desde 2018, o STF ampliou o entendimento sobre o foro privilegiado, mantendo investigações mesmo após a saída de autoridades de seus cargos. Essa mudança poderia atrasar o desfecho de casos relacionados a crimes como corrupção, permitindo que parlamentares recorressem a instâncias superiores.
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