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Supremo Tribunal Federal se opõe à PEC do Foro e defende mudanças na legislação

Ministros do STF pressionam por mudanças no foro privilegiado e alertam sobre riscos de abusos judiciais em propostas alternativas ainda sem consenso

Presidente da Câmara, Hugo Motta, na sessão de abertura do ano judiciário de 2025, no plenário do STF (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Foro Privilegiado, aprovada pelo Senado em 2017, está parada na Câmara dos Deputados.
  • Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão se mobilizando para barrar a proposta, alertando sobre riscos de abusos judiciais.
  • A PEC não foi votada na última quarta-feira, dia 27, devido à falta de consenso entre os parlamentares.
  • Alternativas estão sendo discutidas, como a transferência do foro para tribunais regionais federais ou para o Superior Tribunal de Justiça, mas ainda não há acordo.
  • O STF ampliou o entendimento sobre o foro privilegiado desde 2018, permitindo investigações mesmo após a saída de autoridades de seus cargos.

Diante da estagnação da PEC do Foro Privilegiado na Câmara dos Deputados, ministros do STF intensificam esforços para barrar a proposta. A medida, aprovada pelo Senado em 2017, enfrenta resistência tanto de parlamentares quanto do próprio STF, que teme a possibilidade de abusos judiciais.

A PEC não foi votada na última quarta-feira (27) devido à falta de consenso. Interlocutores do presidente da Câmara, Hugo Motta, relataram que ministros do STF têm buscado diálogo com lideranças políticas para expressar suas preocupações. Eles argumentam que a mudança no foro, que transferiria processos contra parlamentares para juízes de primeira instância, poderia resultar em abusos, evocando o que é chamado de “risco Sergio Moro”.

Articulações alternativas estão em andamento, com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e membros do Centrão discutindo a possibilidade de transferir o foro para tribunais regionais federais (TRFs) ou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, ainda não há um consenso sobre essa abordagem. O decano do STF, Gilmar Mendes, criticou a proposta, destacando os riscos de decisões judiciais de juízes de localidades distantes.

A tramitação da PEC exige uma ampla maioria, necessitando de 308 votos na Câmara e 49 no Senado. Desde 2018, o STF ampliou o entendimento sobre o foro privilegiado, mantendo investigações mesmo após a saída de autoridades de seus cargos. Essa mudança poderia atrasar o desfecho de casos relacionados a crimes como corrupção, permitindo que parlamentares recorressem a instâncias superiores.

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