- Brasileiros deportados dos Estados Unidos chegaram ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), após um programa de deportação voluntária do governo de Donald Trump.
- O grupo relatou ter sido coagido a assinar documentos de autodeportação e enfrentou condições precárias durante a detenção.
- Muitos deportados estavam sem documentos e vestindo uniformes de centros de detenção.
- Erivelton Natalino da Silva, que viveu nos EUA por mais de 20 anos, e Carlos Fagundes, relataram maus-tratos e dificuldades para acessar auxílio financeiro prometido pelo governo americano.
- A embaixada dos Estados Unidos em Brasília afirmou que os voos de deportação são seguros, mas não comentou sobre as alegações de maus-tratos.
Brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcaram nesta semana no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), após serem forçados a participar de um programa de deportação voluntária implementado pelo governo de Donald Trump. O voo, que partiu da Louisiana, trouxe um grupo que relatou coação para assinar documentos de autodeportação, além de condições precárias durante a detenção.
Os deportados, que chegaram ao Brasil na quarta-feira (27), estavam em sua maioria sem documentos e vestindo uniformes de centros de detenção. Funcionários da ONU e do Ministério dos Direitos Humanos receberam o grupo e expressaram preocupação com as condições em que se encontravam. A companhia aérea Gol fretou o voo, mas os deportados afirmaram que a maioria não optou pela saída do país.
Entre os deportados, Erivelton Natalino da Silva, que viveu nos EUA por mais de 20 anos, contou que sua família ainda esperava por sua permanência legal. Ele foi preso em junho e, apesar de ter um processo de residência em andamento, foi colocado no voo de deportação. Outro deportado, Carlos Fagundes, relatou ter passado por maus-tratos em várias penitenciárias, onde enfrentou longos períodos sem alimentação e água.
Os deportados também mencionaram dificuldades para acessar o auxílio financeiro prometido pelo governo americano, que inclui um bônus de US$ 1.000. Para receber o valor, é necessário comprovar a chegada ao Brasil, mas muitos não possuem mais passaporte. A embaixada dos EUA em Brasília defendeu que os voos de deportação são realizados de forma segura, mas não respondeu sobre as alegações de maus-tratos.
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