- A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, criticou os planos de retirada forçada em Gaza.
- Spoljaric afirmou que a evacuação não pode ser realizada de forma segura e digna devido à devastação e à escassez de recursos.
- Ela destacou que a infraestrutura da região não suportaria um movimento populacional, agravando a crise humanitária.
- O Exército israelense intensifica os bombardeios, enquanto a ONU estima que cerca de um milhão de palestinos permanecem na Cidade de Gaza.
- Spoljaric alertou que muitos civis estão incapacitados de deixar a área por conta de fome, doenças e ferimentos.
A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, criticou os planos de Israel para uma retirada forçada em Gaza, afirmando que a medida é impossível de ser realizada de forma segura e digna. Em um comunicado, Spoljaric destacou que, nas atuais condições, não há como garantir uma evacuação segura da população da Cidade de Gaza, que enfrenta uma crise humanitária severa.
A dirigente enfatizou que a retirada forçada resultaria em um movimento populacional que a infraestrutura da região não conseguiria absorver. “A destruição generalizada da infraestrutura civil e a extrema escassez de alimentos, água e assistência médica tornam essa medida impraticável”, afirmou. Apesar da pressão internacional, o Exército israelense continua a intensificar os bombardeios e as operações na cidade, considerada um dos últimos redutos do Hamas.
Embora Israel não tenha emitido uma ordem explícita de evacuação, o Exército indicou que isso é “inevitável”. Spoljaric alertou que muitos civis estão incapacitados de deixar a área devido a fome, doenças e ferimentos. Ela ressaltou que, caso uma ordem de saída seja dada, Israel deve garantir condições adequadas de alojamento e segurança, o que atualmente não é viável em Gaza.
A ONU estima que cerca de um milhão de palestinos estão na Cidade de Gaza, e milhares já fugiram da região, que tem sido severamente afetada pelos conflitos desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. A situação continua a se agravar, com a população enfrentando fome e falta de recursos básicos.
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