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Foragidos do PCC são listados pela Interpol após megaoperação contra o crime organizado

O PCC enfrenta a maior operação policial do Brasil, com a apreensão de R$ 3,2 bilhões e a inclusão de foragidos na lista da Interpol

Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", são apontados como líderes do esquema do PCC no setor de combustíveis e estão na lista vermelha da Interpol por estarem foragidos (Foto: Reprodução)
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  • A Interpol incluiu oito foragidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) em sua lista de Difusão Vermelha.
  • A ação ocorreu após uma megaoperação da Polícia Federal do Brasil em 28 de setembro, que resultou em 14 mandados de prisão e apreensão de R$ 3,2 bilhões em bens.
  • Entre os foragidos estão Mohamad Hussein Mourad, principal articulador do esquema, e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”.
  • A operação, chamada Carbono Oculto, envolveu 1.400 agentes e abrangeu oito estados, revelando sonegação de mais de R$ 7,6 bilhões em impostos.
  • O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, investiga possíveis vazamentos de informações que comprometeram o cumprimento dos mandados de prisão.

A Interpol adicionou os nomes de oito foragidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) à sua lista de Difusão Vermelha, após uma megaoperação realizada pela Polícia Federal do Brasil. A operação, que ocorreu em 28 de setembro, resultou na emissão de 14 mandados de prisão e na apreensão de R$ 3,2 bilhões em bens.

Entre os foragidos estão Mohamad Hussein Mourad, considerado o principal articulador do esquema criminoso, e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”. Outros suspeitos incluem Daniel Dias Lopes, Miriam Favero Lopes, Felipe Renan Jacobs, Renato Renard Gineste, Rodrigo Renard Gineste e Celso Leite Soares. A inclusão na lista da Interpol permite que esses indivíduos sejam localizados em 196 países.

Megaoperação Carbono Oculto

A operação, chamada de Carbono Oculto, é considerada a maior ação contra o crime organizado no Brasil. Com a participação de 1.400 agentes, as ações se estenderam por oito estados, incluindo São Paulo e Espírito Santo. As investigações revelaram que o PCC sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos, utilizando uma rede complexa de fraudes no setor de combustíveis.

Além disso, a Receita Federal identificou pelo menos 40 fundos de investimento controlados pelo PCC, com um patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. As operações criminosas incluíam a importação irregular de produtos químicos para adulterar combustíveis, afetando cerca de 30% dos postos em São Paulo.

Desdobramentos e Investigações

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, expressou preocupação com o número elevado de foragidos, classificando a situação como “uma certa estranheza”. Ele também investiga se vazamentos de informações comprometeram o cumprimento dos mandados de prisão. Atualmente, a Interpol possui 75 brasileiros na lista de Difusão Vermelha, mas o número real pode ser maior, com alguns nomes mantidos em sigilo por razões estratégicas.

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