- A Itália enfrenta um aumento na violência online contra mulheres, com casos de compartilhamento não consensual de fotos íntimas e comentários ofensivos.
- Recentemente, os grupos Mia Moglie e o site Phica foram desmantelados após denúncias, resultando em um aumento nas queixas.
- O grupo Mia Moglie, com trinta e dois mil inscritos, foi denunciado em 19 de novembro e teve suas atividades encerradas um dia depois.
- O site Phica, que contava com setecentos mil inscritos, também foi desmantelado. A primeira-ministra Giorgia Meloni criticou a situação, chamando-a de “deprimente”.
- A Polícia Postal da Itália registrou cerca de três mil queixas relacionadas ao grupo Mia Moglie em menos de uma semana, destacando a importância de formalizar denúncias para combater esses crimes.
A Itália enfrenta um aumento alarmante na violência online contra mulheres, com o compartilhamento não consensual de fotos íntimas e comentários ofensivos se tornando uma preocupação crescente. Recentemente, grupos como Mia Moglie e o site Phica foram desmantelados após denúncias, levando a um aumento nas queixas e um chamado à ação das autoridades.
O grupo Mia Moglie, que contava com 32 mil inscritos, foi denunciado por uma escritora no Instagram no dia 19 de novembro. Os membros compartilhavam fotos íntimas de mulheres sem consentimento, apresentando-as como parceiras e incentivando comentários sobre suas aparências. O Facebook, controlado pela Meta, removeu o grupo um dia após a denúncia.
A repercussão aumentou com o desmantelamento do site Phica, que tinha cerca de 700 mil inscritos e era conhecido por compartilhar imagens de mulheres, incluindo figuras públicas como a primeira-ministra Giorgia Meloni. Meloni expressou sua indignação, afirmando que é “deprimente” que, em 2025, ainda haja quem considere normal violar a dignidade feminina.
Aumento nas Denúncias
A Polícia Postal da Itália registrou cerca de 3.000 queixas relacionadas ao grupo Mia Moglie em menos de uma semana. Alessandra Belardini, dirigente do Centro Operacional de Segurança Cibernética, destacou que, embora muitas reclamações tenham sido feitas, poucas denúncias formais foram registradas. O compartilhamento não consensual de material íntimo é um crime previsto no Código Penal desde 2019, com penas que podem chegar a seis anos de prisão.
A criminologista E.B., da Associação Permesso Negato, observou um aumento significativo na procura por apoio entre mulheres vítimas de violência online. Ela ressaltou que muitos não têm consciência da extensão desse tipo de crime, que afeta principalmente mulheres.
Educação e Conscientização
Especialistas afirmam que a solução para combater a violência online passa pela educação. É fundamental promover a conscientização sobre o uso responsável da privacidade e da intimidade nas escolas. A Polícia Postal enfatiza a importância de as vítimas formalizarem suas denúncias para que as investigações possam avançar e para que medidas efetivas sejam tomadas contra os agressores.
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