- Karina Milei, secretária-geral da Presidência da Argentina, enfrenta um escândalo de corrupção ligado à Agência Nacional de Deficiência (Andis).
- O ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, divulgou áudios alegando que Karina estaria envolvida em um esquema de propinas.
- O caso surge a menos de duas semanas das eleições legislativas na província de Buenos Aires.
- O presidente Javier Milei nega as acusações e afirma que Spagnuolo mente, mas não questionou a autenticidade dos áudios.
- A relação emocional entre os irmãos pode dificultar qualquer afastamento de Karina, mesmo diante das graves acusações.
Karina Milei, secretária-geral da Presidência da Argentina, está no centro de um escândalo de corrupção envolvendo a Agência Nacional de Deficiência (Andis). As acusações surgiram após a divulgação de áudios do ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, que afirma que Karina estaria envolvida em um esquema de propinas. O caso se intensificou a menos de duas semanas das eleições legislativas na província de Buenos Aires.
Desde sua posse em dezembro de 2023, Karina tem sido uma figura central na vida política de seu irmão, o presidente Javier Milei. A relação entre eles é marcada por uma forte dependência emocional, com Karina atuando como confidente e gestora da agenda do presidente. Segundo a jornalista Victoria De Masi, ela não é apenas uma assistente, mas sim uma extensão de Milei.
Spagnuolo, que se diz abandonado pelo governo, ameaça fazer uma delação premiada. O presidente Milei, por sua vez, nega as acusações e afirma que o ex-diretor mente. No entanto, não questionou a autenticidade dos áudios que circulam na mídia. A situação levanta preocupações sobre a estabilidade do governo e a influência de Karina, que, segundo biógrafos, pode até aumentar em meio ao escândalo.
A relação entre os irmãos é descrita como única, com Milei considerando Karina uma figura angelical em sua vida. Essa conexão pode dificultar qualquer tentativa de afastamento dela, mesmo diante das graves acusações. A situação continua a se desenvolver, com a expectativa de que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas.
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