- Os Estados Unidos revogaram vistos do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e de oitenta diplomatas, impedindo sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá de oito a vinte e cinco de setembro em Nova York.
- Essa decisão ocorre em um contexto de crescente apoio internacional ao reconhecimento da Palestina como Estado.
- O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou apoio a Abbas e condenou o bloqueio israelense à ajuda humanitária em Gaza, pedindo a suspensão dos ataques a civis.
- A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e o ministro de Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, criticaram a revogação dos vistos e defenderam o respeito ao direito internacional.
- Países como França, Austrália e Canadá planejam formalizar o reconhecimento do Estado palestino durante a Assembleia Geral, aumentando as tensões com o governo de Benjamin Netanyahu.
Os Estados Unidos revogaram vistos do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e de 80 diplomatas, impedindo sua participação na Assembleia Geral da ONU, programada para ocorrer de 8 a 25 de setembro em Nova York. Essa decisão surge em um contexto de crescente apoio internacional ao reconhecimento da Palestina como Estado.
A medida gerou reações contundentes entre líderes europeus. O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, manifestou apoio a Abbas, afirmando que “Palestina tem direito a fazer ouvir sua voz em todos os fóruns internacionais”. Ele também condenou o bloqueio israelense à ajuda humanitária em Gaza e pediu a suspensão imediata dos ataques a civis.
Reações na Europa
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, destacou que a decisão dos EUA foi discutida em uma reunião informal de ministros de Exteriores da UE. Kallas enfatizou a necessidade de reconsiderar a revogação dos vistos, respeitando o direito internacional e os acordos da ONU. França também se uniu à condenação, com o ministro de Exteriores, Jean-Noël Barrot, afirmando que a sede da ONU deve ser um espaço neutro, sem restrições de acesso.
Além disso, países como França, Austrália e Canadá já manifestaram a intenção de formalizar o reconhecimento do Estado palestino durante a Assembleia Geral. Essa expectativa política aumentou as tensões, levando o governo de Benjamin Netanyahu a protestar contra essas iniciativas.
Pressão sobre Israel
O ministro de Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, apresentou um plano para que a UE limite o diálogo com Israel e restrinja o comércio em resposta à situação em Gaza. Outros países, como Suécia e Países Baixos, também se mostraram favoráveis a aumentar a pressão sobre o governo israelense, que continua sua operação militar em Gaza, onde a situação humanitária se agrava a cada dia.
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