Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Marruecos adota brazaletes eletrônicos para reduzir superlotação nas prisões

Governo marroquino implementa penas alternativas para aliviar superlotação nas prisões, mas enfrenta desafios logísticos significativos

Veículo para transporte de presos estacionado em frente a um tribunal em Rabat (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • As prisões em Marrocos estão superlotadas, com mais de 100 mil internos e uma taxa de ocupação de 160%.
  • O governo lançou um sistema de penas alternativas, que inclui monitoramento eletrônico e trabalho comunitário, para reduzir a população carcerária.
  • A nova legislação permite penas alternativas para delitos menores, mas a implementação enfrenta desafios logísticos.
  • A Delegação Geral de Administração Penitenciária e Reinserção (DGAPR) reconhece a dificuldade em garantir condições adequadas de saúde nas prisões.
  • A ONG Observatório Marroquino de Prisões (OMP) sugere indultos massivos e alerta para a emergência nas prisões, onde cada preso tem apenas 1,73 metros quadrados de espaço.

As prisões em Marrocos enfrentam uma crise severa de superlotação, com mais de 100.000 internos e uma taxa de ocupação de 160%. Essa situação resulta em condições desumanas, onde até três detentos compartilham o espaço destinado a um. Para mitigar esse problema, o governo introduziu um novo sistema de penas alternativas, que inclui monitoramento eletrônico e trabalho comunitário.

A implementação dessas medidas visa não apenas reduzir a população carcerária, mas também os custos associados ao sistema penitenciário. A Delegação Geral de Administração Penitenciária e Reinserção (DGAPR) reconhece a dificuldade em garantir condições adequadas de saúde nas prisões, devido ao hacinamento e à falta de infraestrutura. Nos últimos dez anos, a população carcerária aumentou em 40%, segundo relatório da DGAPR.

Medidas Alternativas

A nova legislação, que entrou em vigor recentemente, permite penas alternativas para delitos menores. Um tribunal em Agadir já substituiu uma pena de prisão por uma multa, mas apenas a vigilância eletrônica foi parcialmente implementada. O trabalho comunitário e outras medidas ainda não foram aplicadas devido a dificuldades logísticas. O governo estima uma economia de cerca de 30 milhões de euros anualmente com essas novas medidas.

A ONG Observatório Marroquino de Prisiones (OMP) alerta para a emergência nas prisões, onde cada preso tem apenas 1,73 metros quadrados de espaço, bem abaixo do mínimo recomendado pela ONU. A OMP sugere indultos massivos e a libertação de detentos em situações vulneráveis. Contudo, as penas alternativas não se aplicam a reincidentes ou a crimes graves, como terrorismo e corrupção.

Desafios na Implementação

A aplicação das penas alternativas enfrenta desafios significativos. A fiscalização e o custo dos dispositivos eletrônicos podem restringir a expansão do sistema. A OMP vê essa mudança como uma oportunidade para aliviar a superlotação, mas a eficácia inicial das novas medidas pode ser limitada, beneficiando apenas cerca de 1.700 pessoas no início. A situação crítica nas prisões de Marrocos continua a exigir atenção urgente e soluções eficazes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais