- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou novas medidas de segurança para a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar em Brasília.
- As medidas incluem vistorias em veículos que saem do local e monitoramento presencial da área externa.
- As vistorias serão realizadas pela Polícia Penal do Distrito Federal e os relatórios diários serão enviados ao Supremo Tribunal Federal.
- A decisão foi motivada por alertas sobre a possibilidade de fuga do ex-presidente, que enfrenta processos relacionados a uma tentativa de golpe de Estado e coação a autoridades.
- O julgamento de Bolsonaro está marcado para terça-feira, 2 de outubro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou novas medidas de segurança para a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão, anunciada no último sábado, 30 de setembro, inclui vistorias em veículos que deixarem o local e monitoramento presencial da área externa, visando prevenir qualquer risco de fuga.
As vistorias nos veículos serão realizadas pela Polícia Penal do Distrito Federal e devem registrar informações sobre motoristas e passageiros. Os relatórios diários das inspeções serão enviados ao STF, garantindo a documentação rigorosa das atividades. Moraes enfatizou a importância de eliminar “pontos cegos” na segurança, especialmente nas divisas com imóveis vizinhos.
A ampliação do monitoramento foi motivada por alertas da Secretaria de Administração Penitenciária e da Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de fuga do ex-presidente. A vigilância interna da residência será feita de forma presencial, sem gravações, para evitar brechas que possam ser exploradas.
A situação de Bolsonaro é complexa, pois ele é réu em um inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Além disso, investigações sobre coação a autoridades também estão em andamento. A proximidade do julgamento, marcado para terça-feira, 2 de outubro, intensifica as preocupações das autoridades sobre a segurança do ex-presidente.
As novas medidas refletem a necessidade de um monitoramento eficaz, equilibrando a segurança e a privacidade dos demais moradores. A decisão de Moraes foi influenciada por um relatório da Polícia Federal, que indicou a necessidade de um acompanhamento contínuo das atividades de Bolsonaro.
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