- A Polícia Federal deflagrou uma operação contra o pastor evangélico Silas Malafaia por suposta participação em ataques à Suprema Corte e negociações hostis com os Estados Unidos.
- No dia 20 de outubro, Malafaia foi alvo de buscas ao retornar de uma viagem e recebeu medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo.
- A investigação aponta indícios de que Malafaia atuou ao lado dos Bolsonaros em ações prejudiciais ao Brasil.
- Mensagens entre Malafaia e Bolsonaro revelaram críticas do pastor à família Bolsonaro sobre tarifas do governo de Donald Trump, gerando reações negativas entre apoiadores.
- Malafaia negou ambições políticas e afirmou ter recebido mais apoio nas redes sociais, com um aumento de 300 mil seguidores desde o início da operação.
A Polícia Federal deflagrou uma operação contra o pastor evangélico Silas Malafaia, investigando sua suposta participação em ataques à Suprema Corte e negociações hostis com os Estados Unidos. No dia 20 de outubro, Malafaia foi alvo de buscas ao retornar de uma viagem e recebeu medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, além de restrições de viagem.
A PF afirma haver fortes indícios de que Malafaia atuou ao lado dos Bolsonaros nos ataques e em ações que poderiam prejudicar o Brasil. Apesar de sua ligação histórica com o ex-presidente, o pastor enfrenta ceticismo dentro do meio evangélico. Muitos líderes religiosos, que antes o apoiavam, agora expressam desconfiança sobre suas intenções políticas, sugerindo que ele busca se posicionar como um candidato alternativo para 2026.
Mensagens trocadas entre Malafaia e Bolsonaro revelaram um tom agressivo, com o pastor criticando Eduardo Bolsonaro e a família por sua abordagem em relação a tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Essas declarações geraram reações negativas, inclusive entre os apoiadores de Bolsonaro, que questionam a linguagem utilizada por Malafaia, considerada por alguns como inadequada para um líder religioso.
Em resposta às investigações, Malafaia afirmou que a PF violou seu sigilo e que tem recebido mais apoio do que críticas. Ele negou qualquer ambição política, defendendo seu direito de expressar opiniões como pastor. O líder religioso também destacou que, desde o início da operação, ganhou mais de 300 mil seguidores nas redes sociais, o que, segundo ele, demonstra respaldo popular.
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