- A Indonésia enfrenta protestos violentos após a morte de um mototaxista atropelado por uma viatura policial em Jacarta.
- O incidente gerou indignação e resultou em três mortes e saques a residências de políticos, incluindo a ministra das Finanças, Sri Mulyani Indrawati.
- O presidente da República, Prabowo Subianto, classificou os atos como “terrorismo” e prometeu investigar a situação.
- Sete policiais foram detidos e enfrentarão julgamento, enquanto Prabowo pediu calma e garantiu que os responsáveis pela morte do mototaxista serão punidos.
- A rede social TikTok suspendeu temporariamente suas transmissões ao vivo na Indonésia para evitar a incitação à violência.
A Indonésia vive uma onda de protestos violentos após a morte de um mototaxista atropelado por uma viatura policial. O incidente, ocorrido em Jacarta, gerou indignação e resultou em três mortes e saques a residências de políticos, incluindo a ministra das Finanças, Sri Mulyani Indrawati. O presidente Prabowo Subianto classificou os atos como “terrorismo” e prometeu investigar a situação.
Os protestos começaram na sexta-feira, quando imagens do atropelamento foram divulgadas, provocando manifestações em várias cidades, como Jacarta, Bali e Sulawesi. Em Macasar, manifestantes incendiaram um prédio do conselho provincial, resultando em mortes e feridos. O secretário do conselho municipal, Rahmat Mappatoba, confirmou que duas pessoas morreram no local e uma no hospital.
Reação do Governo
Em resposta à violência, Prabowo pediu calma e garantiu que os policiais envolvidos na morte do mototaxista serão responsabilizados. Até o momento, sete policiais foram detidos e enfrentarão julgamento. O presidente também destacou a importância de respeitar os direitos de reunião pacífica, mas alertou que ações violentas não serão toleradas.
A rede social TikTok suspendeu temporariamente suas transmissões ao vivo na Indonésia para evitar a incitação à violência. Com mais de 100 milhões de usuários, o país possui uma das maiores audiências da plataforma. Os protestos atuais são considerados os mais intensos desde que Prabowo assumiu a presidência, em outubro do ano passado, refletindo um descontentamento generalizado com a corrupção e as dificuldades econômicas enfrentadas pela população.
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