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Bolsonaristas tentam novamente reverter decisões do STF no Congresso

Deputada Caroline De Toni propõe projeto para que Congresso sustente decisões do STF, reabrindo debate sobre os Poderes no Brasil

Deputada federal Caroline de Toni, presidente da CCJ na Câmara, em evento oficial (Foto: Reprodução)
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  • A deputada federal Caroline De Toni apresentou um projeto de lei complementar que permite ao Congresso Nacional sustar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A proposta foi protocolada em 27 de agosto de 2025 e visa responder ao que De Toni considera uma invasão do STF sobre as funções do Legislativo.
  • A deputada critica o “ativismo judicial” da Corte e defende a necessidade de reequilibrar os Poderes da República.
  • Em outubro de 2024, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, permitindo ao Congresso sustar decisões do STF por decreto legislativo.
  • A nova proposta pode reacender o debate sobre o papel do Judiciário e do Legislativo no Brasil.

A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) apresentou um novo projeto de lei complementar que visa autorizar o Congresso Nacional a sustar decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, protocolada na última quarta-feira, 27, é uma resposta ao que De Toni considera uma invasão da Corte sobre a competência do Parlamento.

A justificativa da deputada aponta para um suposto “ativismo judicial” do STF, que, segundo ela, tem avançado sobre as funções legislativas. De Toni afirma que é “imperativo reequilibrar os Poderes da República” para atender aos anseios da população e estabilizar o país. A proposta se insere em um contexto mais amplo de críticas ao STF, especialmente entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Este não é o primeiro movimento nesse sentido. Em outubro de 2024, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já havia aprovado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permitiria ao Congresso sustar decisões do STF por meio de decreto legislativo. Essa PEC previa que, com a aprovação de dois terços de cada Casa, o Congresso poderia suspender decisões da Corte por um período de até quatro anos.

Apesar da aprovação na CCJ, a PEC não avançou nas etapas seguintes, refletindo a complexidade e a polarização do debate sobre o papel do Judiciário e do Legislativo no Brasil. A nova proposta de De Toni pode reacender essa discussão, que já é um tema recorrente no cenário político atual.

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