- A deputada americana Alexandria Ocasio-Cortez apresentou uma emenda ao orçamento da Defesa dos Estados Unidos.
- A emenda exige um relatório do Departamento de Defesa sobre as tarifas de 50% impostas ao Brasil, justificadas como resposta a uma suposta ameaça à segurança nacional.
- O relatório deve detalhar quais políticas brasileiras são consideradas ameaçadoras e avaliar o impacto das tarifas nas relações bilaterais.
- As tarifas afetam 36% das exportações brasileiras, incluindo produtos como carnes e café, mas 43% do valor das exportações está isento devido a exceções.
- O projeto de orçamento já possui 985 emendas e a proposta de Ocasio-Cortez pode enfrentar dificuldades para aprovação no Congresso, onde os democratas são minoria.
A deputada americana Alexandria Ocasio-Cortez apresentou uma emenda ao orçamento da Defesa, exigindo que o governo dos Estados Unidos justifique as tarifas de 50% impostas ao Brasil. A medida, que entrou em vigor em 6 de agosto, foi defendida por Donald Trump com base em alegações de que o Brasil representa uma ameaça à segurança nacional.
Na proposta, Ocasio-Cortez solicita um relatório do Departamento de Defesa que explique quais políticas brasileiras são vistas como uma “ameaça incomum e extraordinária”. Além disso, a emenda pede uma avaliação do impacto das tarifas nas relações entre Brasil e Estados Unidos, que são descritas como “as duas maiores democracias do hemisfério”.
As tarifas afetam 36% das exportações brasileiras, incluindo produtos essenciais como carnes, café e máquinas agrícolas. Apesar disso, 43% do valor das exportações está isento devido a exceções no decreto, que beneficiam itens como derivados de petróleo e produtos de aviação civil.
O projeto de orçamento da Defesa já conta com 985 emendas, e a proposta de Ocasio-Cortez pode enfrentar dificuldades para ser aprovada, uma vez que os democratas são minoria no Congresso. O ex-presidente Trump também mencionou diretamente o ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta investigações relacionadas à tentativa de golpe de 2022.
A deputada já havia se manifestado sobre o Brasil em outras ocasiões, incluindo uma visita ao país em 2023, onde discutiu a democracia na América Latina e pediu a divulgação de documentos sobre a ditadura militar. A situação atual reflete um contexto de relações diplomáticas tensas, que se intensificaram sob a gestão de Trump.
Entre na conversa da comunidade