- A Operação Carbono Oculto investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis em São Paulo.
- Recentemente, 19 postos de combustíveis foram citados em decisões judiciais por envolvimento em fraudes e lavagem de dinheiro.
- Sete dos postos pertencem a Armando Mourad, irmão de Mohamed Mourad, identificado como líder do esquema.
- A Receita Federal revelou que o PCC operava uma rede de mais de mil postos para lavar dinheiro, utilizando métodos como recebimento em espécie e maquininhas.
- Durante a operação, ao menos quatro postos continuavam em funcionamento, mas as defesas dos envolvidos não se manifestaram.
Ao menos 19 postos de combustíveis foram citados em decisões judiciais em São Paulo, no âmbito da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro. A operação, realizada na quinta-feira (28), visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes, incluindo a adulteração de combustíveis.
Dentre os postos mencionados, sete pertencem a Armando Mourad, irmão de Mohamed Mourad, identificado como líder do esquema. A Justiça aponta que um dos postos é responsável por receber metanol utilizado na adulteração de combustíveis. A Receita Federal revelou que o PCC operava uma rede de mais de 1 mil postos para lavar dinheiro, recebendo valores em espécie ou por meio de maquininhas e repassando-os para contas da facção.
Detalhes dos Postos
Os postos citados incluem aqueles de Armando Mourad e de outros envolvidos, como Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza e Alexandre Motta de Souza, que estão associados a fraudes em bombas de combustíveis. Renan Cepeda Gonçalves, descrito como “pessoa chave” na organização, também é mencionado, assim como Tharek Majide Bannout, que possui ligações com o PCC.
O Auto Posto Texas, em Catanduva, é um dos estabelecimentos citados, pertencendo a Gustavo Nascimento de Oliveira, considerado um dos laranjas do esquema. O Auto Posto Bixiga, na capital paulista, é destacado como um dos destinos do metanol usado na adulteração.
Situação Atual
Durante a operação, ao menos quatro postos continuavam em funcionamento, incluindo o Auto Posto Texas e o Auto Posto Elite de Piracicaba. A Receita Federal não comentou sobre a continuidade das atividades dos postos investigados. As defesas dos envolvidos não se manifestaram até o momento.
A Operação Carbono Oculto representa um dos maiores esforços das autoridades para combater a atuação do PCC no setor de combustíveis, revelando a complexidade das fraudes e a necessidade de ações rigorosas para desmantelar essas redes criminosas.
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