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Outsider sancionado pela Lei Magnitsky disputa presidência na Guiana

Eleições em Guiana ocorrem em meio a promessas de combate à corrupção e desafios territoriais, com observadores internacionais monitorando o pleito

Placas de propaganda eleitoral de Irfaan Ali e Aubrey Norton em via de Georgetown, capital da Guiana (Foto: Reprodução)
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  • A Guiana realiza eleições presidenciais e legislativas em 1º de outubro de 2025.
  • Três candidatos disputam a presidência: Irfaan Ali, atual presidente, Aubrey Norton e Azruddin Mohamed.
  • A economia guianense cresceu de US$ 4,2 bilhões em 2015 para US$ 24 bilhões em 2024, mas a pobreza ainda afeta 48,4% da população.
  • Irfaan Ali promete ampliar benefícios sociais, enquanto Aubrey Norton critica o governo por corrupção e foca em salários. Azruddin Mohamed, novo na política, também promete combater a corrupção.
  • A disputa territorial com a Venezuela pela região do Essequibo continua a gerar tensões, e a União Europeia e o Carter Center atuarão como observadores das eleições.

A Guiana realiza eleições presidenciais e legislativas nesta segunda-feira (1º), em um contexto de crescimento econômico impulsionado pela exploração de petróleo e tensões territoriais com a Venezuela. Três candidatos disputam a presidência: Irfaan Ali, atual presidente, Aubrey Norton e Azruddin Mohamed.

Desde 2015, a economia guianense cresceu significativamente, passando de US$ 4,2 bilhões para US$ 24 bilhões em 2024. O Banco Mundial prevê um crescimento contínuo, com médias anuais de 14% nos próximos anos. Apesar do otimismo econômico, a pobreza ainda afeta uma parte considerável da população, com 48,4% vivendo com menos de US$ 5,50 por dia.

Irfaan Ali, do Partido Progressista do Povo/Cívico (PPP/C), busca a reeleição prometendo ampliar benefícios sociais, como um pagamento de 100 mil dólares da Guiana a todos os adultos. Em seus comícios, ele alerta os jovens sobre os adversários. Aubrey Norton, líder da Aliança pela Unidade Nacional (APNU), critica o governo atual por corrupção e promete um foco em salários e subsídios.

Candidatos em Destaque

Azruddin Mohamed, do partido Nós Investimos na Nação (WIN), é um novo nome na política guianense. Ele promete combater a corrupção e romper com as elites, embora sua força eleitoral ainda seja incerta. Mohamed foi sancionado pelos EUA em 2024, o que levanta preocupações sobre sua candidatura.

As eleições também definirão a composição da Assembleia Nacional, com 776 mil eleitores registrados. O PPP/C possui atualmente uma maioria simples de 33 assentos, enquanto a principal aliança de oposição conta com 31. A nova sigla de Mohamed pode ser crucial para a formação de uma maioria.

Desafios e Tensão Territorial

A Guiana enfrenta desafios significativos, incluindo a disputa territorial com a Venezuela pela região do Essequibo, que representa cerca de dois terços do país. A tensão aumentou após as descobertas de petróleo, com Caracas reivindicando a área. O governo de Ali tem se posicionado firmemente em defesa da soberania guianense.

A União Europeia e o Carter Center atuarão como observadores das eleições, que são consideradas as mais importantes desde a independência em 1966. Em 2020, denúncias de manipulação da contagem de votos levaram a uma recontagem que resultou na vitória de Ali. A expectativa é alta para que o pleito atual ocorra de forma transparente e justa.

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