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Tarcísio ou Ratinho Jr devem liderar corrida presidencial após Bolsonaro, aponta ARX

Bolsonaro pode ser obrigado a indicar um sucessor viável, enquanto o governo amplia gastos e investidores monitoram a volatilidade política

Foto: Reprodução
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  • A política brasileira pode passar por mudanças significativas com a possível condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Barros, afirma que isso pode levar Bolsonaro a indicar um sucessor competitivo, como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior.
  • A pressão sobre Bolsonaro aumenta, especialmente devido ao desgaste de líderes como ele e Lula.
  • O governo atual tem adotado uma estratégia fiscal expansiva, aumentando os gastos planejados em cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).
  • Barros prevê que a taxa Selic poderá cair de 15% para cerca de 12% no início de 2025, dependendo da nova composição do Banco Central e da trajetória dos juros nos Estados Unidos.

A política brasileira se prepara para um novo capítulo com a possível condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que pode impactar a sucessão presidencial de 2026. O economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Barros, afirma que essa situação forçará Bolsonaro a indicar um sucessor com chances reais de vitória, destacando os nomes de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e Ratinho Júnior, governador do Paraná.

A pressão sobre Bolsonaro para escolher um candidato forte é crescente, especialmente diante do desgaste de figuras históricas como ele e Lula. Barros observa que os novos candidatos emergentes apresentam bases de rejeição mais baixas, o que lhes confere espaço para crescimento nas pesquisas eleitorais. O cenário atual sugere uma mudança de governo no médio prazo, refletindo a volatilidade política.

Estratégia Fiscal e Estímulos Econômicos

O governo atual tem adotado uma estratégia fiscal expansiva desde o início do mandato, com a aprovação da PEC da transição, que aumentou os gastos planejados em cerca de 2% do PIB. Em 2024, a expansão continuará, com pagamentos de precatórios e outros gastos extraordinários. Para 2025, o governo planeja utilizar fundos públicos e privados para manter os estímulos econômicos, mesmo diante de limitações orçamentárias.

Barros alerta que essa combinação de decisões políticas e estímulos fiscais pode gerar volatilidade nos mercados. A movimentação política também deve influenciar o diferencial de juros e o câmbio. Ele prevê que a Selic poderá cair de 15% para cerca de 12% no início de 2025, dependendo da nova composição do Banco Central e da trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Impactos nos Mercados

A análise de Barros indica que a política será um fator crucial para investidores, com a sucessão presidencial sendo um elemento determinante para antecipar os impactos na economia e nos mercados financeiros. A combinação de cortes na Selic e a expansão fiscal reforçam a necessidade de monitoramento constante do cenário político, que promete ser dinâmico nos próximos anos.

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