- O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado começa nesta terça-feira, 2 de setembro, no Supremo Tribunal Federal (STF).
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação de todos os réus, enquanto as defesas solicitam a absolvição.
- Nas semanas anteriores, advogados se reuniram com ministros do STF para apresentar defesas e documentos.
- O julgamento deve ocorrer até 12 de setembro, com um total de oito sessões em cinco dias.
- O relator Alexandre de Moraes fará a leitura do relatório, e as manifestações ocorrerão em ordem alfabética, com exceção da defesa do tenente-coronel Mauro Cid, que se manifestará primeiro.
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado, começa nesta terça-feira, 2 de setembro, no Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação de todos os envolvidos, enquanto as defesas solicitam a absolvição.
Nas semanas que antecederam o julgamento, advogados dos réus se reuniram com ministros da Primeira Turma do STF. Essas reuniões, que ocorreram no Salão Branco do tribunal, visaram apresentar defesas e entregar documentos relevantes. Entre os defensores estavam Matheus Milanez, que representa o ex-ministro Augusto Heleno, e Eumar Novacki, advogado de Anderson Torres.
As alegações finais do processo indicam que a PGR acusa os réus de cinco crimes, incluindo organização criminosa armada. O julgamento está programado para se estender até 12 de setembro, com um total de oito sessões divididas em cinco dias. A expectativa é alta, dado que o desfecho pode impactar significativamente o cenário político do Brasil.
A sessão inaugural será presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com a leitura do relatório a cargo de Alexandre de Moraes. As manifestações da PGR e das defesas ocorrerão em ordem alfabética, exceto a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, que se manifestará primeiro devido a um acordo de delação premiada.
Após as sustentações orais, o relator apresentará seu voto, seguido de um debate entre os ministros. Para que haja condenação ou absolvição, é necessária a maioria dos votos, ou seja, três posicionamentos em um mesmo sentido. O voto de Moraes deve ser proferido na sessão do dia 9 de setembro, na segunda semana de análise do caso.
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