- Jair Bolsonaro não comparecerá ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
- A audiência ocorrerá na terça-feira, dois de setembro, na Primeira Turma do STF em Brasília.
- A decisão de assistir ao julgamento de casa foi motivada por problemas de saúde e recomendações médicas.
- Bolsonaro está em prisão domiciliar e é acompanhado por familiares, incluindo seus filhos Carlos e Jair Renan.
- A segurança em sua residência foi intensificada após recomendações da Polícia Federal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não comparecerá ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. A audiência, marcada para terça-feira (2), ocorrerá na Primeira Turma do STF em Brasília. A decisão de assistir ao julgamento de casa foi motivada por problemas de saúde e recomendações médicas, conforme comunicado de seus advogados.
Bolsonaro está em prisão domiciliar e, apesar de inicialmente manifestar interesse em comparecer, optou por acompanhar a sessão em sua residência. Ele está acompanhado de familiares, incluindo seus filhos Carlos e Jair Renan. A presença da família visa reforçar a narrativa de apoio em um momento de vulnerabilidade política.
A escolha de não ir ao tribunal foi influenciada por questões médicas. Desde o atentado de 2018, o ex-presidente enfrenta complicações intestinais, que se agravaram recentemente. A avaliação médica indicou que sua fragilidade poderia ser explorada politicamente, levando à decisão de evitar um gesto público.
Estratégia de Imagem
A estratégia de Bolsonaro inclui o acompanhamento do julgamento de casa, enquanto seus filhos utilizam redes sociais para reforçar a ideia de que ele é alvo de uma “perseguição política”. Essa abordagem busca mobilizar sua base digital em um cenário delicado.
Na véspera do julgamento, Bolsonaro misturou momentos de religiosidade e política, recebendo visitas de aliados e orando. A segurança em torno de sua residência foi intensificada, com vigilância da Polícia Penal do Distrito Federal, após recomendações da Polícia Federal.
O julgamento envolve outros sete réus e é parte de um inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. A atenção da mídia está voltada para os desdobramentos do caso, que representa um momento crítico na trajetória política de Bolsonaro.
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