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‘CEO alerta que crime organizado pode invadir setor de gás com nova regra da ANP’

Operação Carbono Oculto expõe a conexão entre crime organizado e mercado de GLP, gerando alerta sobre regulação e fiscalização do setor

Pedro Zahran Turqueto, CEO da Copa Energia, em evento (Foto: Reprodução)
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  • A Operação Carbono Oculto revelou a infiltração do crime organizado no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP).
  • A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, destacou a presença do crime em postos de combustíveis e fintechs.
  • O CEO da Copa Energia, Pedro Turqueto, alertou sobre mudanças regulatórias que podem facilitar a entrada de facções criminosas no setor.
  • A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está revisando o marco regulatório da distribuição e revenda de GLP, mas não esclareceu como as mudanças podem impactar a segurança.
  • A ANP afirmou que está aprimorando ferramentas de inteligência e intensificando investigações, apesar das limitações orçamentárias.

A Operação Carbono Oculto revelou a infiltração do crime organizado no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), levantando preocupações sobre a regulação do setor. A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, destacou que a operação expôs como o crime se infiltrou na economia formal, especialmente em postos de combustíveis e fintechs.

O CEO da Copa Energia, Pedro Turqueto, expressou preocupação com possíveis mudanças regulatórias que poderiam facilitar a entrada de facções criminosas no mercado de GLP. Ele já havia alertado a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre esses riscos. Após a operação, Turqueto afirmou que o modus operandi utilizado no setor de combustíveis é facilmente replicável no mercado de GLP, especialmente se houver um afrouxamento das regras.

A ANP confirmou que está revisando o marco regulatório da distribuição e revenda de GLP, mas não esclareceu como as alterações poderiam abrir portas para o crime organizado. A agência realizará audiências públicas sobre o tema, com conclusão prevista para abril de 2026. Entre os pontos debatidos, um permite que qualquer empresa encha botijões de outras marcas, enquanto outro autoriza o envase fracionado.

Turqueto questionou a capacidade da ANP de fiscalizar adequadamente o setor, dado o corte de recursos e a redução de pessoal. Ele destacou que a ANP já enfrenta dificuldades em monitorar a qualidade dos combustíveis e teme que a nova regulação não garanta a segurança da população. A operação revelou uma rede de 300 postos de combustíveis controlada pelo PCC, evidenciando a gravidade da infiltração criminosa.

A ANP, apesar das limitações orçamentárias, afirmou que está aprimorando ferramentas de inteligência e intensificando investigações sobre grupos suspeitos. A agência ressaltou que a fiscalização incluirá um rastreamento, que atualmente não existe no modelo vigente. A revisão do marco regulatório está em andamento, mas a ANP ainda não definiu mudanças concretas.

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