- A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, por unanimidade, o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.
- A votação ocorreu durante a oitiva do advogado Eli Cohen, que denunciou o esquema.
- O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, destacou a necessidade de ações mais rigorosas e encaminhou o pedido à Polícia Federal.
- Durante a sessão, houve um confronto entre a deputada Coronel Fernanda e a senadora Leila Barros, gerando tensão entre os parlamentares.
- A CPMI continua a investigar as fraudes, que também incluem empréstimos consignados, e a Polícia Federal identificou parlamentares que teriam recebido mesadas de instituições implicadas.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, por unanimidade, o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. A votação, que contou com 26 votos favoráveis e nenhum contrário, ocorreu durante a oitiva do advogado Eli Cohen, um dos primeiros a denunciar o esquema.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a necessidade da prisão preventiva, ressaltando a falta de ações rigorosas até o momento. O pedido foi encaminhado à Polícia Federal, que aguarda autorização da Justiça para efetivar as prisões. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a impunidade e destacou que todos os citados já estão sob investigação.
Durante a sessão, a votação foi interrompida após um confronto entre a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Leila Barros (PDT-DF). A deputada da oposição aplaudiu a aprovação dos pedidos de prisão, o que gerou indignação na senadora, resultando em um acalorado debate entre as duas. Outros parlamentares intervieram para acalmar a situação.
Além das prisões, a CPMI continua a investigar as fraudes, que também envolvem empréstimos consignados para aposentados. O senador Jorge Seif (PL-SC) revelou que a Polícia Federal identificou parlamentares que teriam recebido mesadas de instituições implicadas, e protocolou um requerimento para que os nomes sejam divulgados. A expectativa é que o Supremo Tribunal Federal (STF) se pronuncie sobre o pedido de prisão em breve.
Entre na conversa da comunidade