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Defesas dos réus no STF esperam ‘rearranjo político’ em julgamento do golpe

Julgamento de réus por tentativa de golpe começa no STF, com expectativa de penas severas e argumentações sobre cerceamento da defesa

Sessão da Primeira Turma do STF (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento dos réus acusados de liderar a trama golpista de 2022/2023 começará no Supremo Tribunal Federal (STF) amanhã.
  • O processo envolve figuras como Jair Bolsonaro e Braga Netto, em decorrência dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
  • As defesas buscam penas mais brandas e questionam a duplicidade de punições, cientes da probabilidade de condenação.
  • O julgamento deve durar dez dias, começando com a leitura de um relatório pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Os réus respondem por cinco crimes, incluindo a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas que podem chegar a 43 anos.

Os réus acusados de liderar a trama golpista de 2022/2023 enfrentam julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de amanhã, com expectativa de condenações severas. O processo, que envolve figuras proeminentes como Jair Bolsonaro e Braga Netto, é resultado dos ataques de 8 de janeiro de 2023. As defesas buscam penas mais brandas, cientes da probabilidade de condenação.

O julgamento está previsto para durar dez dias e começará com a leitura de um relatório pelo ministro Alexandre de Moraes. As sustentações orais dos advogados ocorrerão na parte da tarde, onde tentarão argumentar contra a duplicidade de punições. Os réus respondem por cinco crimes, incluindo a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com penas que podem chegar a 43 anos.

As defesas argumentam que houve cerceamento da defesa, citando o curto prazo de seis meses entre o recebimento da denúncia e o julgamento. Além disso, alegam que a inclusão de 80 terabytes de documentos no processo dificultou a análise das provas. A defesa de Bolsonaro, por exemplo, não teve seus recursos apreciados, como o pedido de prisão domiciliar.

Os advogados, embora cientes da dificuldade de absolvição, tentam minimizar as penas. Um dos defensores afirmou que a estratégia é “plantar para o futuro”, sugerindo que um rearranjo político poderia ocorrer, semelhante ao que aconteceu após o primeiro ano do governo Bolsonaro. A expectativa é que os votos dos ministros sejam proferidos na próxima semana, com o tribunal buscando concluir o julgamento até o dia 12. Após as condenações, a maioria dos réus deverá ser encaminhada a presídios comuns.

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