- O Exército proibiu manifestações em frente a quartéis durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorrerá de 2 a 12 de setembro.
- A decisão, do comandante da Força, general Tomás Paiva, visa garantir a segurança nas áreas militares.
- A proibição se estende ao feriado de 7 de setembro, data em que ocorrem celebrações da Independência do Brasil.
- A segurança em Brasília será reforçada com bloqueios nas vias de acesso às residências oficiais e uso de drones para monitoramento.
- O STF julgará Bolsonaro e outros réus por crimes como tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa armada.
O Exército anunciou a proibição de manifestações em frente a quartéis durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorrerá de 2 a 12 de setembro. A decisão, tomada pelo comandante da Força, general Tomás Paiva, visa evitar atos políticos que possam comprometer a segurança das áreas militares.
A proibição se estende ao feriado de 7 de setembro, quando tradicionalmente ocorrem celebrações da Independência do Brasil. O objetivo é prevenir a repetição de manifestações de apoio a Bolsonaro, que ocorreram após sua derrota nas eleições de 2022. O julgamento envolve oito réus, incluindo seis militares, entre eles o próprio Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e ex-ministros da Defesa.
Medidas de Segurança
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) intensificou a segurança em Brasília, especialmente na Praça dos Três Poderes. A operação contará com efetivo extra e bloqueios nas vias de acesso às residências oficiais da Câmara e do Senado. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também reforçou a proteção em locais como o Palácio da Alvorada e o Palácio do Planalto.
Drones serão utilizados para monitorar a área, e haverá revistas em pessoas portando mochilas, semelhante a grandes eventos. Um núcleo de inteligência foi criado na SSP-DF, com participação de policiais legislativos e servidores federais, e ficará ativo até, pelo menos, 8 de setembro.
Acusações e Consequências
O STF julgará Bolsonaro e os demais réus por crimes como tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado. A Procuradoria Geral da República alega que os réus tomaram decisões cruciais que ameaçaram a democracia no Brasil. A segurança na capital será redobrada para evitar tumultos durante o processo judicial.
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