- A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina criticou a decisão do governo Lula de acionar a Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.
- Ela afirmou que essa ação pode enfraquecer empresários brasileiros que participarão de uma audiência pública sobre a investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
- Tereza Cristina sugeriu que o governo deveria ter adotado uma estratégia de negociação mais cuidadosa, afirmando que o Brasil está em um “jogo de perde-perde”.
- A senadora destacou a importância de negociar questões relacionadas ao etanol e mencionou que a presença brasileira em Washington é praticamente inexistente.
- Ela alertou que perder o mercado americano seria prejudicial para o Brasil.
A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) criticou a decisão do governo Lula de acionar a Lei de Reciprocidade Econômica contra as tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos. Em entrevista, ela afirmou que essa ação pode enfraquecer empresários brasileiros que participarão de uma audiência pública sobre a investigação comercial aberta pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).
Tereza Cristina, que integrou uma comitiva de senadores em Washington, sugeriu que o governo deveria ter adotado uma estratégia de negociação mais cuidadosa. Para ela, o Brasil está em um “jogo de perde-perde” e a retaliação pode prejudicar as relações comerciais com os EUA. “Acho que o governo, em vez de fazer bravatas, deveria pensar em uma estratégia melhor,” declarou.
Na última quinta-feira, 28 de setembro, Lula autorizou o início do processo de acionamento da lei, que pode levar meses para ser efetivado. A senadora acredita que o Brasil deveria ter aguardado a audiência marcada para 3 de setembro antes de tomar essa decisão. “Os empresários vão lá fazer essa primeira conversa. Depois, aí sim, colocar a reciprocidade,” afirmou.
Oportunidades nas Negociações
Tereza Cristina também destacou que o Brasil deve aproveitar a situação para negociar questões relacionadas ao etanol, um ponto de atrito histórico nas relações com os EUA. “Os EUA querem mandar etanol para cá. Vamos avaliar e ter cenários prontos para a mesa de negociação,” sugeriu.
Ela ressaltou que a presença brasileira em Washington é praticamente inexistente, o que pode dificultar as negociações. “Precisamos corrigir o rumo de algumas coisas se quisermos ter uma relação e fazer desse limão uma limonada,” completou.
A senadora ainda mencionou que a crise atual pode trazer oportunidades para o Brasil no mercado externo, mas enfatizou a importância de não perder o mercado americano. “Perder um mercado como o americano é muito ruim,” concluiu.
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