- A ofensiva militar de Israel em Gaza começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
- O historiador Jeffrey Herf afirma que o objetivo de Israel é derrotar o Hamas, não exterminar a população civil.
- Herf critica as acusações de genocídio, considerando-as parte da guerra política do Hamas.
- Ele destaca que as ações de Israel são uma resposta a táticas de combate do Hamas que utilizam áreas civis, resultando em baixas civis.
- Herf sugere que a solução para a situação em Gaza envolve a derrota do Hamas e a formação de uma nova autoridade política.
Em meio à ofensiva militar de Israel em Gaza, que começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, o historiador Jeffrey Herf, professor emérito da Universidade de Maryland, defende que a intenção israelense é derrotar o Hamas, não exterminar a população civil. Herf critica as acusações de genocídio, afirmando que fazem parte da guerra política do Hamas.
Herf argumenta que a campanha militar de Israel visa desmantelar uma organização terrorista que controla Gaza desde 2007. Segundo ele, as ações de Israel são uma resposta a um inimigo que utiliza táticas de combate em áreas civis, como hospitais e escolas, o que inevitavelmente resulta em baixas civis. O historiador destaca que, se Israel realmente tivesse a intenção de cometer genocídio, não teria enviado alertas à população para evacuar áreas de combate.
A reportagem do GLOBO, que reuniu especialistas sobre genocídio, aponta que Israel está cometendo crimes de guerra, mas Herf atribui a responsabilidade pelo sofrimento da população de Gaza ao Hamas. Ele ressalta que a estratégia militar do grupo, que utiliza civis como escudos, obriga Israel a escolher entre a derrota ou a continuidade da guerra.
Herf também critica a imagem internacional de Israel, que se deteriorou ao longo dos anos. Para ele, a restauração dessa imagem exigiria uma mudança significativa na política interna israelense, com um governo mais moderado. Ele conclui que a solução para a situação em Gaza passa pela derrota do Hamas e pela construção de uma nova autoridade política que não apoie o grupo terrorista.
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