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Israel critica resolução acadêmica que declara genocídio em Gaza com 86% de apoio

A IAGS declara genocídio nas ações de Israel em Gaza, enquanto Israel refuta a resolução e acusa a entidade de desinformação

Palestinos lamentam em frente ao Hospital Al-Shifa após ataques na Cidade de Gaza (Foto: Reprodução)
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  • A Associação Internacional de Estudos do Genocídio (IAGS) aprovou uma resolução que considera as ações de Israel em Gaza como genocídio, com apoio de 86% dos membros.
  • O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a resolução como “vergonhosa” e afirmou que se baseia em informações falsas.
  • A resolução foi divulgada após o Ministério da Saúde de Gaza relatar a morte de nove crianças devido à fome em um período de 24 horas.
  • A presidente da IAGS, Melanie O’Brien, destacou que a situação em Gaza atende aos critérios da Convenção da ONU sobre Genocídio de 1948 e pediu que Israel cesse os ataques a civis.
  • A crise humanitária em Gaza é considerada severa, com tribunais internacionais iniciando procedimentos contra Israel por genocídio.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou como “vergonhosa” a resolução da Associação Internacional de Estudos do Genocídio (IAGS), que afirma que as ações israelenses em Gaza configuram genocídio. A declaração foi aprovada por 86% dos cerca de 500 membros da associação, que destaca crimes sistemáticos contra a humanidade e ataques indiscriminados a civis.

A resolução foi divulgada no mesmo dia em que o Ministério da Saúde de Gaza anunciou a morte de nove crianças devido à fome nas últimas 24 horas. O documento da IAGS menciona que Israel se envolveu em crimes de guerra e genocídio, citando a destruição de infraestrutura civil, como hospitais e residências. A presidente da IAGS, Melanie O’Brien, afirmou que a situação em Gaza atende aos critérios legais da Convenção da ONU sobre Genocídio de 1948.

Apelo à Comunidade Internacional

O texto da IAGS pede que Israel cesse imediatamente atos que constituem genocídio, incluindo ataques a civis e a privação de ajuda humanitária. O’Brien enfatizou que o uso da fome como arma é um indicativo claro de genocídio, e que a comunidade internacional deve agir de forma objetiva. A resolução também reconhece que os ataques do Hamas a Israel, ocorridos em 7 de outubro de 2023, são crimes internacionais.

Em resposta, a diplomacia israelense acusou a IAGS de basear suas conclusões em uma “campanha de mentiras do Hamas”. O ministério israelense argumentou que a declaração representa um constrangimento para a profissão jurídica e que a IAGS não verificou as informações adequadamente.

Consequências Legais

O conflito em Gaza gerou uma crise humanitária severa, com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) classificando a situação como uma catástrofe. Tribunais internacionais, como a Corte Internacional de Justiça (CIJ) e o Tribunal Penal Internacional (TPI), já iniciaram procedimentos contra Israel, que é acusado de genocídio pela África do Sul.

A IAGS, fundada em 1994, é a maior associação acadêmica dedicada ao estudo do genocídio e já reconheceu diversos episódios históricos como genocídios. A atual resolução é vista como um chamado à ação para proteger civis e responsabilizar líderes israelenses.

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