Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Novas mensagens do “gabinete paralelo” de Moraes expõem relatórios contra a imprensa

Mensagens da Vaza Toga revelam ordens de bloqueio e desmonetização contra jornalistas críticos ao TSE; CPI é proposta para investigar a situação

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • Mensagens vazadas no caso Vaza Toga mostram ordens de bloqueio e desmonetização contra jornalistas críticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
  • O juiz auxiliar Airton Vieira ordenou o bloqueio de Rodrigo Constantino, após ele criticar o TSE, e mencionou a previsão de multa.
  • Após reconsideração, o grupo decidiu apenas desmonetizar as contas de Constantino.
  • O colunista Guilherme Fiuza também foi alvo de discussões, com um relatório mencionando postagens consideradas golpistas.
  • O senador Esperidião Amin protocolou um pedido para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suposta perseguição política a adversários.

Mensagens vazadas no contexto da Vaza Toga revelam ordens de bloqueio e desmonetização contra jornalistas críticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O escândalo, que envolve o ministro Alexandre de Moraes, ganhou nova dimensão com a divulgação de diálogos entre membros do Judiciário.

Os registros, obtidos pela Revista Oeste, mostram que em 22 de novembro de 2022, o juiz auxiliar Airton Vieira compartilhou um vídeo do colunista Rodrigo Constantino, que criticava ações do TSE. Após a exibição, Vieira teria ordenado: “Vamos bloquear tudo desse cara e prever multa”. A discussão gerou questionamentos sobre a justificativa para o bloqueio, com Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, buscando orientações sobre o relatório a ser elaborado.

Constantino, ao tomar conhecimento das mensagens, afirmou ser alvo de um regime totalitário, destacando que as provas confirmam sua percepção de perseguição. Em 5 de dezembro, o grupo reconsiderou a ação de bloqueio, optando apenas pela desmonetização de suas contas.

Investigação em Andamento

Além de Constantino, o colunista Guilherme Fiuza também foi alvo de discussões. Em 27 de dezembro, Tagliaferro enviou um relatório sobre Fiuza, mencionando que ele se comprometeu com postagens consideradas golpistas. A Gazeta do Povo tentou contato com as assessorias do STF, TSE e TJ-SP, mas não obteve resposta.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Vaza Toga, visando investigar a suposta perseguição política a adversários. Amin reuniu 29 assinaturas para o requerimento, que precisa ser lido em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A Vaza Toga teve início em 13 de agosto de 2024, quando Glenn Greenwald publicou uma matéria revelando o acesso a 6 gigabytes de mensagens e áudios que sugerem a atuação informal de Moraes no TSE. Amin criticou o STF, afirmando que o tribunal produziu provas de forma criativa para sustentar acusações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Consequências Legais

O ex-assessor Eduardo Tagliaferro é alvo de investigações por violação de sigilo funcional e obstrução de justiça. A Polícia Federal o indiciou por divulgar diálogos sigilosos entre servidores do TSE e do STF. Tagliaferro nega as acusações e alega ser vítima de perseguição política por parte de Moraes, recebendo apoio de parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais