- A Prefeitura de São Paulo anunciou a integração de 5.300 câmeras da empresa Gabriel ao programa Smart Sampa.
- O acordo foi publicado em 28 de agosto e posiciona a Gabriel como a segunda maior fornecedora do programa, que já conta com cerca de 31 mil câmeras.
- O Smart Sampa, iniciativa do prefeito Ricardo Nunes, já capturou mais de 1,6 mil foragidos desde sua implementação.
- As câmeras da Gabriel, que já operam em outras cidades, serão integradas ao sistema de monitoramento em tempo real de São Paulo, com armazenamento de imagens por 14 dias.
- O programa enfrenta críticas sobre eficácia e privacidade, mas a Prefeitura defende a importância das câmeras para investigações.
A Prefeitura de São Paulo anunciou a integração de 5.300 câmeras da empresa Gabriel ao programa Smart Sampa, que utiliza tecnologia de reconhecimento facial para monitoramento de segurança. O acordo, publicado na última quinta-feira (28), posiciona a Gabriel como a segunda maior fornecedora do programa, que já conta com cerca de 31 mil câmeras e busca alcançar 40 mil até o final do ano.
O Smart Sampa, uma das principais iniciativas do prefeito Ricardo Nunes (MDB), tem demonstrado eficácia no combate ao crime, com mais de 1,6 mil foragidos capturados desde sua implementação. O secretário municipal da Segurança Urbana, Orlando Morando, destacou que a média de tempo entre a identificação de um procurado e a abordagem policial é de menos de 10 minutos. O investimento mensal no programa gira em torno de R$ 10 milhões.
Funcionamento e Dados
As câmeras da Gabriel, que já operam no Rio de Janeiro, serão integradas ao sistema de monitoramento em tempo real de São Paulo. As imagens são armazenadas por um período de 14 dias e podem ser utilizadas em investigações mediante solicitação oficial. A empresa já registrou 500 indiciamentos e a localização de 11 pessoas com o auxílio de seus equipamentos.
Com a nova adição, mais de um terço das câmeras do Smart Sampa são de empresas privadas, conforme uma lista que inclui 68 fornecedores homologados. A Gabriel, fundada em 2020, possui atualmente 14 mil câmeras em operação nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo.
Críticas e Desafios
Apesar dos resultados positivos, o programa enfrenta críticas relacionadas à eficácia e à privacidade. Um estudo do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) indicou que não houve redução significativa nos índices de homicídios e roubos após a instalação do Smart Sampa. A Prefeitura contesta essa análise, afirmando que as câmeras são essenciais para investigações.
Além disso, preocupações sobre identificações imprecisas e abordagens indevidas têm sido levantadas. O secretário Morando afirmou que os protocolos de reconhecimento facial foram amplamente discutidos, com uma acurácia mínima de 92% para abordagens.
O Smart Sampa também está em expansão, com planos para instalar câmeras em ônibus e em cerca de 400 escolas municipais. A integração com o programa Muralha Paulista está em andamento, permitindo alertas em tempo real sobre veículos e pessoas procuradas pela Justiça.
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