- O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, negou acusações da Guiana sobre um ataque a uma embarcação no rio Cuyuní.
- A Guiana afirmou que tropas venezuelanas alvejaram uma lancha com material eleitoral, mas Padrino classificou as alegações como falsidade.
- Ele acusou a Guiana de tentar criar uma “frente de guerra” antes das eleições.
- Padrino também criticou declarações de Trindade e Tobago sobre operações antinarcóticos dos Estados Unidos, considerando-as uma ameaça à soberania venezuelana.
- O governo dos Estados Unidos aumentou a recompensa por informações sobre o presidente Nicolás Maduro para 50 milhões de dólares, acusando-o de vínculos com o tráfico de drogas.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, negou as acusações da Guiana sobre um suposto ataque a uma embarcação, afirmando que o país vizinho tenta criar uma “frente de guerra” antes das eleições. A Guiana relatou que uma lancha com material eleitoral foi alvejada por tropas venezuelanas no rio Cuyuní, na disputada região de Essequibo, rica em recursos naturais.
Padrino López classificou as alegações como “falsidade” e defendeu que as Forças Armadas da Venezuela não realizaram tal ataque. A Guiana, por sua vez, informou que a patrulha que escoltava funcionários eleitorais respondeu ao fogo e não houve feridos ou danos ao material eleitoral. A tensão entre os dois países tem aumentado, especialmente em áreas de disputa territorial.
Críticas a Trindade e Tobago
Além das acusações da Guiana, Padrino López também criticou declarações de Trindade e Tobago sobre uma operação antinarcóticos dos Estados Unidos em águas internacionais. Ele considerou a mobilização de navios de guerra e submarinos nucleares como uma “ameaça” à soberania venezuelana. O ministro se referiu ao apoio do governo de Trindade e Tobago ao que chamou de “imperialismo norte-americano”, em relação às acusações feitas por Washington contra o presidente Nicolás Maduro.
Em agosto, o governo dos Estados Unidos aumentou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para 50 milhões de dólares, acusando-o de vínculos com cartéis de tráfico de drogas. Padrino López lamentou as declarações de Trindade e Tobago, considerando-as servil ao imperialismo e uma repetição de uma narrativa redigida em Washington.
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