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Venezuela acusa Guiana de fomentar ‘frente de guerra’ durante eleições

Venezuela nega ataque a embarcação eleitoral da Guiana e critica influência dos EUA na região do Essequibo, rica em petróleo

Apoiadores do candidato de oposição na Guiana, Aubrey Norton, durante comício antes da eleição (Foto: Reprodução)
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  • O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, negou acusações da Guiana sobre um ataque a uma embarcação que transportava material eleitoral.
  • A Guiana afirmou que disparos foram feitos contra a lancha no rio Cuyuni, na região do Essequibo, que é alvo de uma disputa territorial entre os dois países.
  • A denúncia ocorreu durante as eleições presidenciais na Guiana, onde o atual presidente, Irfaan Ali, busca a reeleição.
  • Padrino López classificou as acusações como “fake” e criticou a influência dos Estados Unidos na região.
  • A Guiana informou que sua patrulha respondeu ao fogo e não houve feridos ou danos ao material eleitoral.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, negou as acusações da Guiana sobre um suposto ataque a uma embarcação que transportava material eleitoral. A Guiana denunciou que disparos foram feitos contra a lancha guianesa no rio Cuyuni, na região do Essequibo, rica em recursos naturais e alvo de uma longa disputa territorial entre os dois países.

A acusação ocorreu no contexto das eleições presidenciais na Guiana, que acontecem nesta segunda-feira (1º). O atual presidente, Irfaan Ali, busca a reeleição, enfrentando o opositor Aubrey Norton e o candidato outsider Azruddin Mohamed. Os resultados das eleições devem ser divulgados na quinta-feira (4).

Padrino López afirmou que a Guiana tenta criar uma “frente de guerra” ao fazer essas denúncias, classificando-as como “fake”. Ele também criticou a influência dos Estados Unidos na região, referindo-se a declarações de Trinidad e Tobago sobre uma operação antidrogas americana em águas internacionais. O ministro considerou as ações dos EUA como uma ameaça à soberania da Venezuela.

A Guiana, por sua vez, informou que sua patrulha respondeu ao fogo imediatamente, garantindo a segurança da equipe de escolta. Nenhum ferido ou dano ao material eleitoral foi registrado. A tensão entre os dois países se intensifica à medida que a exploração de petróleo na Guiana avança, aumentando a relevância da disputa territorial sobre o Essequibo.

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