- Advogados de réus acusados de tentativa de golpe de Estado realizaram sustentações orais no Supremo Tribunal Federal (STF) sem apresentar novos argumentos.
- O ex-senador Demóstenes Torres, que defende Almir Garnier, elogiou os ministros e sugeriu que Flávio Dino poderia ser um futuro presidente.
- O advogado Cezar Bittencourt, que representa o tenente-coronel Mauro Cid, também fez elogios, chamando Luiz Fux de “simpático e atraente”.
- O advogado Paulo Renato Cintra Pinto, que defende Alexandre Ramagem, foi repreendido por Cármen Lúcia ao afirmar que o processo eleitoral brasileiro não era auditável.
- As defesas reiteraram que, embora reconheçam a tentativa de golpe, negam a participação de seus clientes nos crimes.
Cientes da provável derrota no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, advogados de réus realizaram sustentações orais no Supremo Tribunal Federal (STF) sem apresentar novos argumentos. Durante as audiências, alguns defensores tentaram conquistar a simpatia dos ministros com elogios.
O ex-senador Demóstenes Torres, que representa Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, dedicou os primeiros vinte minutos de sua fala a contar histórias e fazer elogios aos ministros. Ele recebeu um sorriso de Flávio Dino ao sugerir que o ministro poderia ser um futuro presidente. Torres também elogiou Alexandre de Moraes, afirmando que, se Jair Bolsonaro precisasse de ajuda, ele estaria à disposição.
O advogado do tenente-coronel Mauro Cid, Cezar Bittencourt, também buscou agradar, chamando Luiz Fux de “simpático e atraente”. Dino interveio, afirmando que não aceitaria menos do que isso. Bittencourt destacou que seu cliente não participou ativamente da trama golpista, apenas recebeu mensagens em seu WhatsApp.
Repreensão e Constrangimento
Em contraste, Paulo Renato Cintra Pinto, advogado de Alexandre Ramagem, foi repreendido por Cármen Lúcia ao afirmar que o processo eleitoral brasileiro não era auditável. A ministra questionou a confusão entre os termos, esclarecendo que o sistema eleitoral é amplamente auditável. Diante do constrangimento, o advogado concordou com a ministra, tentando amenizar a situação.
As sustentações orais, que envolveram quatro dos oito réus, reiteraram que, embora reconheçam a tentativa de golpe, negam a participação de seus clientes. A defesa de Mauro Cid argumentou que ele não deveria perder os benefícios do acordo de delação premiada, enquanto Demóstenes Torres pediu penas mais brandas, alegando que a denúncia atribuía crimes repetidos aos réus.
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