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Augusto Heleno é acusado de envolvimento em trama golpista, diz defesa

General Augusto Heleno é acusado de participar de tentativa de golpe de Estado; julgamento no STF prossegue nas próximas semanas

Augusto Heleno durante interrogatório na Primeira Turma do STF (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento do general da reserva Augusto Heleno e outros réus começou na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2 de setembro.
  • Heleno é acusado de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma agenda apreendida na residência de Heleno como evidência de envolvimento em planos golpistas.
  • A defesa do general nega as acusações, afirmando que as anotações eram lembretes pessoais e questionando a falta de provas concretas.
  • O julgamento continuará nas próximas semanas, com os votos dos ministros previstos para 12 de setembro.

O julgamento do núcleo central da tentativa de golpe de Estado, que envolve o general da reserva Augusto Heleno, teve início nesta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), é um dos oito réus acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Heleno fez parte do núcleo estratégico da organização criminosa, citando como evidência uma agenda apreendida em sua residência, que conteria anotações de teor golpista. Em sua defesa, o general nega qualquer envolvimento em planos golpistas, afirmando que suas anotações eram meros lembretes pessoais.

Defesa e Argumentos

Os advogados de Heleno questionam a falta de provas concretas e criticam a condução do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Durante a sessão, o advogado de Heleno, Matheus Milanez, destacou que 15 assessores de confiança do general deixaram o GSI logo no início de janeiro, o que, segundo ele, reforça a tese de que o general não estava envolvido nas articulações golpistas.

Além disso, a defesa argumenta que a PGR utilizou “frases isoladas” para implicar Heleno, e que testemunhas negaram a ocorrência de reuniões que poderiam ligá-lo aos atos de 8 de janeiro. O advogado também ressaltou que a influência de Heleno nas decisões do governo Bolsonaro foi significativamente reduzida a partir do segundo ano de mandato.

Próximos Passos

O julgamento, que já conta com várias sessões agendadas, continuará nas próximas semanas. Os votos dos ministros da Primeira Turma estão previstos para serem proclamados no dia 12 de setembro. A expectativa é que a análise dos argumentos apresentados pelas defesas e pela acusação traga novos desdobramentos para o caso.

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