- Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, não compareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 24 de outubro devido a recomendações médicas.
- O agravamento de soluços intermitentes, que começou após o atentado em 2018, motivou a decisão.
- Ele também enfrenta episódios de vômitos frequentes e rouquidão, resultantes de irritação no esôfago.
- A presença no tribunal poderia ser interpretada como fragilidade, o que contraria a estratégia de sua defesa.
- Bolsonaro acompanhou a sessão em casa, em Brasília, ao lado da família.
Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, não compareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 24 de outubro, devido a recomendações médicas. O agravamento de um quadro de soluços intermitentes, que se intensificou desde a facada que sofreu em 2018, levou à decisão. O ex-presidente optou por acompanhar a sessão em casa, em Brasília, ao lado da família.
A saúde de Bolsonaro tem se deteriorado, com relatos de vômitos frequentes e rouquidão, resultantes da irritação no esôfago. Fontes próximas afirmam que ele tem enfrentado episódios de soluços intensos, que muitas vezes culminam em crises de náusea. Um interlocutor mencionou que a voz do ex-presidente está comprometida, o que o impede de participar de longas conversas.
A decisão de não comparecer ao STF também foi influenciada por considerações políticas. A presença de Bolsonaro no tribunal poderia ser vista como um sinal de fragilidade, o que contraria a estratégia de sua defesa de apresentá-lo como vítima de perseguição. Assim, ele ficou em casa, onde se manteve informado sobre os votos dos ministros.
Desde o atentado em Juiz de Fora, em 2018, Bolsonaro tem enfrentado complicações digestivas que resultaram em internações e cirurgias. Nos últimos meses, o quadro de saúde se agravou, levando-o a reduzir sua agenda pública. A expectativa é que, mesmo em casa, ele continue a acompanhar os desdobramentos do julgamento, enquanto sua defesa reforça a narrativa de que não houve tentativa de golpe.
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