- O julgamento da trama golpista envolvendo o deputado federal Alexandre Ramagem e outros réus, incluindo Jair Bolsonaro, começou no Supremo Tribunal Federal (STF) em dois de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- O foco é a tentativa de anular a vitória de Lula nas eleições de dois mil e vinte e dois.
- A ministra Cármen Lúcia questionou o advogado Paulo Renato Cintra sobre a confusão entre “voto impresso” e “processo eleitoral auditável”, ressaltando que o voto eletrônico é auditado desde mil novecentos e noventa e seis.
- Cintra alegou que usou os termos como sinônimos devido a conversas entre Bolsonaro e seus aliados, mas Cármen Lúcia não aceitou essa justificativa.
- O julgamento, que envolve Ramagem, Bolsonaro e mais seis réus, ocorre na Primeira Turma do STF e deve ser encerrado em doze de setembro.
O julgamento da trama golpista envolvendo o deputado federal Alexandre Ramagem e outros réus, incluindo Jair Bolsonaro, teve início nesta terça-feira, 2, no Supremo Tribunal Federal (STF). O foco é a tentativa de anular a vitória de Lula nas eleições de 2022.
Durante a sessão, a ministra Cármen Lúcia confrontou o advogado Paulo Renato Cintra, que representa Ramagem, sobre a confusão entre os termos “voto impresso” e “processo eleitoral auditável”. Cármen Lúcia, atual presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destacou que o voto eletrônico é auditado desde 1996, enfatizando que os dois conceitos não são sinônimos. “Isso é para criar confusão na cabeça das pessoas”, alertou a ministra.
Cintra, em sua defesa, argumentou que utilizou os termos como sinônimos porque eram frequentemente mencionados em conversas de WhatsApp entre Bolsonaro e seus aliados, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República. No entanto, Cármen Lúcia não aceitou essa justificativa e reiterou a diferença entre os conceitos, afirmando que o voto impresso compromete o segredo do voto.
O julgamento, que envolve Ramagem, Bolsonaro e mais seis réus, ocorre na Primeira Turma do STF e é uma das etapas cruciais para a análise das ações que visavam deslegitimar o resultado das eleições. A previsão é que o caso seja encerrado no próximo dia 12.
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