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Centrão busca poder para Congresso destituir liderança do Banco Central

Partido Progressistas coleta assinaturas para acelerar projeto que permite ao Congresso destituir diretores do Banco Central

Logo do Banco Central do Brasil (Foto: Reprodução)
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  • O Partido Progressistas (PP) está coletando assinaturas para um requerimento de urgência que acelera a tramitação de um projeto de lei.
  • A proposta permite ao Congresso Nacional destituir diretores e o presidente do Banco Central.
  • O projeto altera a Lei Complementar 179 de 2021 e já conta com o apoio de mais de 300 deputados, superando os 257 necessários para a aprovação da urgência.
  • A proposta foi defendida pelo deputado Luizinho (PP-RJ), que questionou a diferença de poderes entre o Congresso e o Banco Central.
  • Economistas criticam a iniciativa, considerando-a um retrocesso à autonomia da instituição e levantando preocupações sobre a transparência da operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

O Partido Progressistas (PP) está promovendo uma mobilização na Câmara dos Deputados para aprovar um projeto de lei que permitirá ao Congresso Nacional destituir diretores e o presidente do Banco Central. A proposta surge em meio à análise da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Recentemente, o PP iniciou a coleta de assinaturas para um requerimento de urgência que acelera a tramitação do projeto. O texto já conta com o apoio de partidos do Centrão, como MDB, PL, PSB e Republicanos, totalizando mais de 300 deputados, superando os 257 necessários para a aprovação da urgência.

O projeto, que altera a Lei Complementar 179 de 2021, estabelece que diretores e presidentes do Banco Central poderão ser exonerados caso suas atividades sejam consideradas incompatíveis com os interesses nacionais. A decisão sobre a exoneração deverá ser aprovada pela maioria absoluta da Câmara e referendada pelo Senado.

Contexto da Proposta

A proposta foi desengavetada e originalmente apresentada pelo ex-deputado Camilo Capiberibe. O deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) defendeu a iniciativa, questionando por que o Congresso pode afastar o Presidente da República, mas não diretores do Banco Central. Ele afirmou que a proposta aumenta os poderes do Legislativo.

O movimento ocorre em um momento crítico, já que o Banco Central está prestes a finalizar a análise da operação de compra do Banco Master, que envolve cerca de R$ 25 bilhões em ativos. O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Renato Gomes, é um dos mais cautelosos em relação à aprovação do negócio.

Críticas e Implicações

Economistas como Roberto Campos Neto e Armínio Fraga criticaram a proposta, considerando-a um retrocesso à autonomia do Banco Central. Fraga alertou que a proposta pode estar ligada a interesses obscuros relacionados à operação do Banco Master, levantando preocupações sobre a falta de transparência.

Atualmente, os diretores do Banco Central têm mandatos fixos de quatro anos, não coincidentes com a gestão presidencial. A proposta do PP visa aumentar a supervisão do Congresso sobre a política monetária, refletindo uma mudança significativa na relação entre o Legislativo e a autoridade monetária.

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