- O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, anunciou que o partido deixará o governo Lula.
- A decisão ocorreu após Nogueira responsabilizar auxiliares do presidente pela disseminação de rumores sobre supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Ele nega qualquer envolvimento com facções criminosas e se colocou à disposição da Justiça para comprovar sua inocência.
- A federação União Progressista, que inclui o Progressistas e o União Brasil, decidiu que todos os membros devem se afastar do governo.
- As acusações contra Nogueira aumentaram após uma reportagem que alegou que ele teria recebido dinheiro de empresários investigados por lavagem de dinheiro.
O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas (PP), anunciou que o partido deixará o governo Lula. A decisão foi tomada após Nogueira responsabilizar auxiliares do presidente pela propagação de rumores sobre supostas ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele nega qualquer envolvimento com facções criminosas e se colocou à disposição da Justiça para comprovar sua inocência.
Na última terça-feira, 2 de outubro, a federação União Progressista, que inclui o PP e o União Brasil, decidiu que todos os membros devem se afastar do governo. Essa medida representa um primeiro passo em direção ao rompimento. As acusações contra Nogueira ganharam força após uma reportagem que alegou que ele teria recebido dinheiro vivo de empresários ligados ao PCC.
Os empresários mencionados, Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, são investigados por chefiar um esquema de lavagem de dinheiro. A denúncia inclui um depoimento de uma testemunha que afirma ter ouvido sobre a entrega de dinheiro ao senador. Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, manifestou a intenção de investigar a disseminação de informações falsas, atribuindo a responsabilidade a aliados de Lula.
A saída dos ministros do PP e do União Brasil, André Fufuca e Celso Sabino, foi decidida, mas há possibilidade de que outros indicados permaneçam no governo. Além disso, a federação anunciou apoio a um projeto de anistia a Jair Bolsonaro. Ciro Nogueira e outros líderes do partido não se pronunciaram sobre os desdobramentos até o momento.
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