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Colômbia critica presença militar dos EUA no Caribe como excessiva e desproporcional

Colômbia critica presença militar dos EUA no Caribe e convoca reunião de emergência com países da CELAC para discutir tensões com a Venezuela

Navio de guerra USS Sampson (DDG 102) atracado no Terminal Internacional de Cruzeiros Amador, na Cidade do Panamá (Foto: Reprodução)
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  • A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, criticou a presença militar dos Estados Unidos no Caribe, considerando-a desproporcional no combate ao narcotráfico.
  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou o envio de tropas americanas como uma ameaça ao seu país.
  • Os Estados Unidos planejam enviar cerca de quatro mil soldados para a região, em resposta a alegações de que Maduro lidera um “narcoestado”.
  • A Colômbia convocou uma reunião de emergência com países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) para discutir a situação.
  • Maduro anunciou o envio de milhares de membros de suas forças de segurança para a fronteira com a Colômbia, intensificando operações antidrogas.

A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, criticou a presença militar dos Estados Unidos no Caribe, considerando-a “desproporcional” para o combate ao narcotráfico. A declaração ocorreu após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificar o envio de tropas americanas como uma ameaça ao seu país. Villavicencio afirmou que a ingerência não é aceitável, destacando que a América Latina deve ser uma “terra de paz”.

Os EUA planejam enviar cerca de 4.000 soldados para a região, em resposta a alegações de que Maduro lidera um “narcoestado”. O presidente colombiano, Gustavo Petro, também se manifestou contra intervenções militares, enfatizando a importância da soberania na América Latina. Em uma coletiva, ele reafirmou que não apoiará nenhuma ação militar contra a Venezuela.

Maduro, por sua vez, alertou que oito navios dos EUA, armados com 1.200 mísseis, estão posicionados contra seu país. Ele acusou o governo do presidente Donald Trump de exercer “máxima pressão” sobre ele. A recompensa por informações que levem à prisão de Maduro foi elevada para US$ 50 milhões. O presidente venezuelano também criticou a escolha do Equador como parceiro na luta contra as drogas, citando a conexão do país com o tráfico.

Reunião de Emergência

Diante das crescentes tensões, a Colômbia convocou uma reunião de emergência com os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). A iniciativa visa discutir a situação e buscar soluções conjuntas para a crise. Enquanto isso, Maduro anunciou o envio de milhares de membros de suas forças de segurança para a fronteira com a Colômbia, com o objetivo de intensificar operações antidrogas.

A situação na região permanece volátil, com implicações significativas para a segurança e a estabilidade política. As tensões entre os EUA e a Venezuela continuam a crescer, com ambos os lados se preparando para possíveis desdobramentos.

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