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Defesa de Bolsonaro apresenta estratégias para adiar julgamento no tribunal

Defesa de Jair Bolsonaro apresenta questões preliminares no STF para contestar processo por suposto golpe de Estado e anular acusações

Militar presta continência a Jair Bolsonaro durante cerimônia do Dia do Exército em 2019 (Foto: Reprodução)
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  • A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentará duas questões preliminares no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo sobre suposto golpe de Estado.
  • As alegações incluem cerceamento da defesa e contestação da divisão da ação penal em núcleos.
  • Os advogados, Celso Vilardi e Paulo Amador Bueno, afirmam que não tiveram acesso a depoimentos de réus de outros núcleos da trama golpista.
  • A estratégia visa anular o processo ou reduzir as acusações contra Bolsonaro.
  • Se as questões forem aceitas, o julgamento poderá ser suspenso e algumas provas anuladas.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se prepara para apresentar duas questões preliminares no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo que pode resultar em sua condenação por suposto golpe de Estado. As alegações incluem cerceamento da defesa e contestação da divisão da ação penal em núcleos.

Os advogados de Bolsonaro, liderados por Celso Vilardi e Paulo Amador Bueno, argumentarão que a defesa não teve acesso a depoimentos de réus de outros núcleos da chamada trama golpista, como no caso do general da reserva do Exército Mário Fernandes. Este general é apontado como um dos autores do plano que visava assinar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.

A estratégia da defesa busca anular o processo ou minimizar as acusações contra o ex-presidente. Caso as questões preliminares sejam aceitas pela maioria dos ministros da Primeira Turma, o julgamento poderá ser suspenso e algumas provas, anuladas. Essa abordagem já havia sido tentada em março, quando a defesa solicitou o envio do processo para a primeira instância e a anulação das investigações.

Além disso, a defesa também pleiteou a derrubada do acordo de delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e a aplicação das regras do juiz de garantias no caso. Todas essas solicitações foram negadas pelos ministros da Primeira Turma, que agora se prepara para avaliar as novas questões preliminares apresentadas.

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