- Demóstenes Torres, ex-senador, atua como advogado de defesa do almirante Almir Garnier, acusado de envolvimento em um plano golpista durante o governo de Jair Bolsonaro.
- O julgamento ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Garnier é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de colocar tropas à disposição para o golpe.
- Demóstenes, conhecido por sua defesa da moralidade, teve seu mandato cassado em 2012 após ligações com o empresário Carlinhos Cachoeira serem reveladas.
- Ele começou sua carreira no Ministério Público de Goiás e foi eleito senador em 2002, destacando-se na relatoria da Lei da Ficha Limpa.
- Após a cassação, Demóstenes se afastou da política, retornou ao Ministério Público em 2016 e se aposentou em 2019, iniciando então sua carreira como advogado.
Demóstenes Torres, ex-senador conhecido por sua defesa da moralidade, atua como advogado de defesa do almirante Almir Garnier, réu no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro. O julgamento ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF) e Garnier é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter se envolvido no plano golpista, colocando tropas à disposição.
A trajetória de Demóstenes Torres foi marcada por uma ascensão como “mosqueteiro da ética”, mas sua imagem sofreu um golpe em 2012, quando a Operação Monte Carlo revelou suas ligações com o empresário Carlinhos Cachoeira, acusado de corrupção e jogos ilegais. A relação próxima entre eles foi evidenciada por gravações telefônicas, levando à cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar.
Nascido em Anicuns (GO), em 1961, Demóstenes começou sua carreira no Ministério Público de Goiás, onde se destacou como procurador de Justiça. Ele foi eleito senador em 2002 e reeleito em 2010, consolidando-se como um parlamentar combativo. Seu auge político foi a relatoria da Lei da Ficha Limpa, que tornou inelegíveis políticos condenados por crimes graves.
Após a cassação, Demóstenes se afastou da política, mas conseguiu retornar ao Ministério Público em 2016, onde permaneceu até se aposentar em 2019. Desde então, ele iniciou sua carreira como advogado, agora defendendo Garnier em um caso que reabre discussões sobre a ética na política brasileira.
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