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Exército israelense classifica ofensiva em Gaza como um fracasso em relatório interno

Relatório militar israelense aponta fracasso na ofensiva Carros de Gedeón e denuncia genocídio em Gaza, com milhares de mortes e crises humanitárias

Veículo militar israelense patrulha a fronteira com Gaza (Foto: Reprodução)
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  • Um relatório militar israelense considera a ofensiva Carros de Gedeón, iniciada em maio de 2023, um fracasso.
  • A operação visava libertar reféns em Gaza e derrubar o Hamas, mas não alcançou seus objetivos.
  • Aproximadamente 10.000 palestinos foram mortos desde o início da ofensiva, com um bloqueio severo resultando em doenças e mortes por inanição.
  • A Associação Internacional de Acadêmicos do Genocídio (IAGS) classificou as ações de Israel como genocídio, citando a destruição em Gaza e o impacto sobre crianças.
  • O gabinete de segurança israelense discute a expansão da ofensiva, ignorando propostas de alto-fogo mediadas por outros países.

Ofensiva Carros de Gedeón é considerada um fracasso pelo exército israelense

Um relatório militar israelense classifica a ofensiva Carros de Gedeón, iniciada em maio de 2023, como um fracasso. O objetivo da operação era libertar reféns em Gaza e derrubar o Hamas, mas o documento revela que os objetivos não foram alcançados e critica a logística humanitária.

O exército israelense pretendia tomar 75% do território de Gaza, mas, apesar de conseguir essa meta, a destruição generalizada não resultou na derrota do Hamas. O relatório destaca a incompetência na distribuição de ajuda humanitária, permitindo que o grupo palestino orquestrasse uma campanha de difamação sobre a crise de fome na região.

Desde o início da ofensiva, cerca de 10.000 palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. O bloqueio severo imposto por Israel resultou em doenças contagiosas e 348 mortes por inanição desde outubro de 2023. O relatório, divulgado pela Cadena 12, canal de televisão israelense, foi revisado por várias brigadas do exército, aumentando a preocupação com a continuidade das operações em Gaza.

Críticas e Acusações

O gabinete de segurança israelense se reuniu recentemente para discutir a expansão da ofensiva em Gaza, ignorando propostas de alto-fogo mediadas por Estados Unidos, Qatar e Egito. O primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, afirmou que a proposta de tregua não é relevante, priorizando um acordo que encerre a guerra de forma definitiva.

A Associação Internacional de Acadêmicos do Genocídio (IAGS) declarou que as ações de Israel em Gaza desde 2023 configuram genocídio. A resolução, aprovada por 86% dos membros, aponta a destruição de infraestrutura e o impacto devastador sobre a população, especialmente crianças, como evidências do crime.

O relatório da IAGS menciona que mais de 50.000 crianças foram mortas ou feridas, além do deslocamento forçado de quase todos os 2,3 milhões de palestinos na região. As ações israelenses, que incluem bombardeios a áreas civis, são vistas como uma tentativa de eliminar a identidade palestina, segundo a organização.

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