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Ex-ministro de Bolsonaro expressa ceticismo sobre urnas eletrônicas no TCE

Wagner Rosário enfrenta críticas na Alesp por declarações sobre urnas eletrônicas e investigações de propina na Secretaria da Fazenda

O então presidente Jair Bolsonaro e o então ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, posam para a foto (Foto: Reprodução)
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  • Wagner Rosário, controlador-geral do estado de São Paulo, foi criticado em audiência na Assembleia Legislativa (Alesp) sobre suas declarações sobre urnas eletrônicas.
  • Ele defendeu a atuação conjunta de órgãos de segurança na avaliação das urnas, gerando polêmica sobre a credibilidade do sistema eleitoral.
  • Rosário não afirmou se confia nas urnas, o que gerou mais questionamentos. Ele disse que sua intenção era sugerir melhorias.
  • Durante a audiência, ele também comentou sobre uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga um servidor da Secretaria da Fazenda por receber mais de R$ 1 bilhão em propina, transferindo a responsabilidade para a gestão da pasta.
  • A proximidade de Rosário com o governador Tarcísio de Freitas foi questionada, e a audiência visava analisar sua indicação para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

O controlador-geral do estado de São Paulo, Wagner Rosário, enfrentou críticas durante audiência na Assembleia Legislativa (Alesp) nesta terça-feira, 2, ao explicar sua defesa da atuação conjunta de órgãos de segurança na avaliação das urnas eletrônicas. A polêmica remonta ao período em que ele era ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) no governo de Jair Bolsonaro.

Rosário foi questionado por deputados de oposição sobre suas declarações, que levantaram dúvidas sobre a credibilidade do sistema eleitoral. Ele afirmou que sua intenção era sugerir melhorias para as urnas, citando uma resolução que permite a atuação em consórcio de entidades fiscalizadoras. “Fizemos várias recomendações para que não houvesse dúvidas sobre o sistema adotado durante as eleições”, declarou.

Durante a audiência, Rosário evitou afirmar se confia ou não nas urnas eletrônicas, o que gerou mais questionamentos. Ele explicou que sua dúvida sobre a gravação da reunião ministerial foi para ajustar sua linguagem diante dos colegas. O ex-ministro também foi criticado por comentários sobre a ex-senadora Simone Tebet, além de sua suposta omissão na compra da vacina indiana Covaxin.

Acusações e Responsabilidades

Outro ponto abordado foi a recente operação do Ministério Público de São Paulo, que investiga um servidor da Secretaria da Fazenda por receber mais de R$ 1 bilhão em propina. Rosário transferiu a responsabilidade para a gestão da pasta, afirmando que a CGE não é responsável por evitar condutas ilícitas. “Quem tem que fazer isso é o gestor”, afirmou.

Os parlamentares também questionaram a proximidade de Rosário com o governador Tarcísio de Freitas, ressaltando que ambos foram colegas na Academia das Agulhas Negras. Rosário, que é auditor de carreira, ocupou cargos na CGU desde o governo de Michel Temer até o final do mandato de Bolsonaro. A audiência teve como objetivo analisar sua indicação para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, e a aprovação deve ocorrer ainda hoje.

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