- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou argumentos sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
- Gonet refutou a ideia de que houve apenas cogitação do crime, destacando ações concretas em andamento.
- Ele mencionou a convocação de militares e reuniões para discutir um plano golpista, incluindo o apoio do então comandante da Marinha, Almir Garnier.
- O procurador também citou ações violentas, como incêndios em veículos e tentativas de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília, como parte da estratégia golpista.
- As defesas agora devem apresentar seus argumentos, após a manifestação de Gonet, que durou pouco mais de uma hora.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou nesta quarta-feira (25) argumentos robustos no julgamento da tentativa de golpe de Estado que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Gonet refutou a ideia de que houve apenas uma “mera cogitação” do crime, evidenciando que ações concretas já estavam em andamento.
Durante sua manifestação, Gonet destacou a convocação de militares para discutir um plano golpista, o que, segundo ele, caracteriza uma execução do crime. Ele citou episódios como a reunião de Bolsonaro com comandantes militares e o apoio do então comandante da Marinha, Almir Garnier, à ação golpista. Além disso, mencionou uma reunião do ministro da Defesa com os comandantes para detalhar a minuta do golpe.
Ações de Desestabilização
O procurador também abordou ações violentas que ocorreram, como incêndios em veículos e tentativas de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília. Essas ações, segundo Gonet, foram parte da estratégia para convencer os militares a se unirem ao golpe. Ele ressaltou a presença de violência e grave ameaça em diversos momentos, incluindo a atuação da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições e os eventos de 8 de janeiro.
Gonet enfatizou que a legislação brasileira considera punível a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e o golpe de Estado, mesmo sem a consumação dos crimes. O artigo 359-L do Código Penal define como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito qualquer ação que busque restringir os poderes constitucionais por meio de violência.
Próximos Passos
Com a manifestação de Gonet concluída em pouco mais de uma hora, as defesas agora têm a tarefa de apresentar seus argumentos. O procurador utilizou menos tempo do que o permitido, o que acelerou a fase inicial do julgamento. A expectativa é que as defesas tentem desqualificar as acusações e reconstruir a narrativa apresentada pelo Ministério Público.
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